Irã construirá mais dez usinas para enriquecer urânio

O governo do Irã aprovou planos para construir dez novas usinas de enriquecimento de urânio, segundo informações veiculadas neste domingo (29) pela imprensa estatal do país.

O governo pediu que a agência nuclear iraniana comece a trabalhar em cinco locais para a instalação das usinas. Outros cinco locais serão escolhidos nos próximos dois meses.

O anúncio foi feito dois dias depois que a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) – o braço da ONU para assuntos nucleares – aprovou uma resolução criticando o Irã por não revelar a existência de uma usina de enriquecimento de urânio próximo à cidade de Qom.

Países do Ocidente dizem que o Irã quer desenvolver armas nucleares, mas o governo do país argumenta que seu programa tem fins pacíficos.

O correspondente da BBC em Teerã, Jon Leyne, disse que o anúncio deste domingo é um ato desafiador do governo iraniano e que deve atrair ainda mais polêmica para o assunto.

Segundo o Irã, as novas usinas teriam tamanho semelhante a que já existe em Natanz.

O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, disse a seu gabinete de governo que o Parlamento ordenou que o Irã produza mais 20 mil megawatts de energia nuclear até 2020.

Neste domingo, a imprensa iraniana noticiou que o parlamento do Irã pediu a Ahmadinejad que seu governo reduza sua cooperação com a agência nuclear da ONU.

Fonte:Gazeta Online

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Ahmadinejad reafirma que Irã exercerá direito de usar urânio para fins pacíficos

Negando ter ameaçado confrontar parte da comunidade internacional – que o acusa de querer desenvolver armas nucleares -, o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, voltou a afirmar que o Irã tem condições de enriquecer o urânio até os 25% e o fará se for preciso. Para o iraniano, seu país tem o direito de aproveitar a energia atômica para fins pacíficos, privilégio que ele reivindicou também para o Brasil.”Apesar de podermos enriquecer o urânio, estamos, como elemento de cooperação, interessados em comprar de outros países . Nossas atividades são inspecionadas pela Agência Internacional de Energia Atômica e, pelo regulamento internacional, podemos resolver nossas necessidades”, declarou o iraniano durante entrevista coletiva no hotel em que está hospedado, em Brasília.

Lenn pelloc’h

Leilão da hidrelétrica de Belo Monte fica para janeiro de 2010

Secretário de Minas e Energia afirmou que licenciamento atrasou o leilão.
Licença ambiental da obra também deve sair só no próximo ano.

Robson Bonin Do G1, em Brasília


O secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, afirmou nesta quarta-feira (18), que o leilão para as obras da hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, deve sair apenas em janeiro de 2010. Com problemas na liberação da licença prévia pelo Ministério do Meio Ambiente, a liberação da licença que deveria ser expedida até o dia 16 deste mês acabou sem previsão. “Nós podemos dizer que o leilão é viável para janeiro”, explicou Zimmermann.

Segundo o secretário, “problemas internos” na área de licenciamento do Ministério do Meio Ambiente estariam atrapalhando a emissão da licença. O leilão estava previsto para o dia 20 de dezembro e é importante porque é a partir dele que serão definidas as empresas que irão tocar o empreendimento. Questionado sobre os problemas internos, Zimmerman disse: “Seria interessante conversar com eles (Meio Ambiente).”

Lenn pelloc’h

Oscilação de energia preocupa população da fronteira

Cinco dias após blecaute que atingiu 18 estados, Bela Vista (364 km de Campo Grande) e Antônio João (302 km da Capital), as duas na fronteira com o Paraguai, voltaram a ficar no escuro.

Por aproximadamente 1 hora, as cidades ficaram sem o fornecimento contínuo de energia.  “A energia elétrica voltava, ficava 20, 30 segundos, e apagava de novo por mais 10 minutos, e ia assim, indo e voltando”, contou um morador de Bela Vista, que pediu para não ter o nome divulgado.

Ele afirmou que o apagão atingiu toda a cidade, mas que o mesmo não aconteceu no Paraguai. “Nós olhávamos para o outro lado da fronteira e lá o fornecimento estava normal”, afirmou. Moradores ficaram preocupados com a possibilidade de um novo “apagão” em todo o país.

O Campo Grande News tentou entrar em contato com a assessoria de imprensa da Enersul, mas ainda não conseguiu.

Leilão em dezembro busca impulsionar geração de energia por ventos no Brasil

Projetos concorrem uma semana após início da Conferência do Clima.
Infográfico do G1 explica como funciona um gerador de energia eólica.

Emilio Sant’Anna Do G1, em São Paulo

Foto: AFP/Scanpix Soeren Bidstrup - 6 de maio de 2001

Parque eólico de Oeresund, a 3 quilômetros do porto de Copenhague, cidade que vai sediar a Conferência do Clima entre 7 e 18 de dezembro (Foto: AFP/Scanpix Soeren Bidstrup – 6 de maio de 2001)

  • AspasNão acho ruim termos, por exemplo, investimentos em energia nuclear, mas temos de priorizar as formas mais baratas, renováveis e que agridam menos o meio ambiente”

Pouca coisa pode ser mais “limpa” e “verde” do que simplesmente aproveitar a força dos ventos para gerar energia. Mas pouquíssima energia é gerada no Brasil por esse meio, embora o potencial de geração seja imenso (precisamente, 143 gigawatts). Na tentativa de ampliar sua participação na matriz energética, o governo promove, uma semana após o início da Conferência do Clima em Copenhague , o primeiro leilão de energia eólica do país.

Somados, os projetos que concorrem têm capacidade de fornecer 13,3 gigawatts. A capacidade instalada da usina hidrelétrica de Itaipu, por exemplo, é de 14 gigawatts. Os 35 “parques eólicos” (aquelas florestas de torres com hélices) já em operação no Brasil somam hoje 547 megawatts (MW), o suficiente para alimentar um cidade com cerca de 300 mil residências. Nos Estados Unidos e na China, são 25,17 gigawatts e 12,21 gigawatts disponíveis, respectivamente.

Fonte: G1

Pré-sal vai produzir 1,8 milhão de barris por dia em 2020

Investimentos chegarão a US$ 111 bilhões, diz presidente da Petrobras. Empresa levou 53 anos para atingir produção de 1,8 milhão barris diários

A Petrobras prevê atingir a marca de 1,8 milhão de barris diários de petróleo extraído da camada pré-sal em 12 anos, disse o presidente da empresa, José Sérgio Gabrielli, em vídeo publicado neste domingo (8) no blog da estatal. Atualmente, são produzidos apenas 30 mil barris diários do pré-sal.“O que nós fizemos em 53 anos pretendemos fazer em 12 anos”, disse Gabrielli, em referência à produção total da empresa em 2006, de 1,8 milhão de barris diários. Atualmente, a produção diária é de 2,5 milhões de barris. “Esse número é muito interessante porque de 2009 a 2020 estamos falando em 12 anos. Lembre-se que a Petrobras levou 53 anos para atingir a marca de 1,8 milhão de barris.”Segundo Gabrielli, a Petrobras vai investir US$ 11 bilhões até 2020 para atingir a meta prevista de extração do pré-sal. Até 2013, a empresa deve investir US$ 28,9 bilhões e atingir a meta de 220 mil barris diários originários do pré-sal. Hoje, a Petrobras produz cerca de 30 mil barris do pré-sal –15 mil de um poço na área de Tupi, no litoral do Rio, e outros 15 mil do campo de Jubarte, na costa do Espírito Santo.