Estudo propõe indústria nacional de energia nuclear

Cadeia da energia nuclear

O Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) e a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) se uniram para identificar as condições necessárias para implantar no país uma cadeia de suprimento qualificada para a produção de energia nuclear.

Essa cadeia deve ser capaz de atender às necessidades postas pelo Programa Nuclear Brasileiro (PNB), em sua expansão prevista para até 2030.

A parceria resultou em um estudo – encomendado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) ao CGEE – que posteriormente possibilitará encontros entre especialistas, representantes governamentais e do setor empresarial com vistas ao levantamento de propostas e recomendações que embasem a formulação de uma política industrial e tecnológica para o setor.

A cadeia de suprimento para geração de eletricidade a partir de usinas nucleares tem prioridade no estudo conduzido pelo CGEE. No entanto, também são abordadas as áreas de saúde, de produção industrial e do agronegócio.

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Câmara dos Deputados debate revisão do Tratado de Itaipu nesta quarta-feira, 30

Medida triplica valores a serem pagos ao Paraguai pelo excedente de energia cedido ao Brasil

As comissões de Minas e Energia; e de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados promovem na próxima quarta-feira, 30 de junho, audiência pública para discutir a proposta de alteração no Tratado de Itaipu. Com a medida, que triplica os valores a serem pagos ao Paraguai pelo excedente de energia cedido ao Brasil, os pagamentos anuais passarão de US$ 120 milhões para cerca de US$ 360 milhões. O debate, previsto para às 9 horas, foi sugerido pelos deputados Bruno Araújo (PSDB-PE) e Eduardo Sciarra (DEM-PR). Entre os convidados para a audiência estão o diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, Jorge Miguel Samek e o subsecretário-geral da América do Sul, Central e do Caribe do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Antônio Simões.

As informações são da Agência Câmara

Fonte:Canal Energia

Cientistas criam pulmão eletrônico dentro de um chip

Pulmão em um chip

Redação do Site Inovação Tecnológica – 25/06/2010

Cientistas criam pulmão eletrônico dentro de um chip
Cientistas criam pulmão eletrônico dentro de um chip
O pulmão eletrônico parte de uma nova abordagem na engenharia de tecidos ao inserir duas camadas de tecidos vivos – a fileira de alvéolos e os vasos sanguíneos em sua volta – em uma estrutura porosa e flexível.[Imagem: Felice Frankel]

Um pulmão eletrônico acaba de ser desenvolvido por cientistas da Universidade Harvard, nos Estados Unidos. O grupo criou um dispositivo que simula o funcionamento de um pulmão em um microchip.

Do tamanho de uma borracha escolar, o equipamento atua como se fosse um pulmão humano e é feito de partes do órgão e de vasos sanguíneos.

Por ser translúcido, o pulmão eletrônico oferece a oportunidade de estudar o funcionamento do órgão sem ter que invadir um organismo vivo.

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USP cria ponto de acesso à internet alimentado por energia solar

Júlio Bernardes – Agência USP

PROCEL
O Wi-fi Solar possui quatro módulos: comunicação (roteador), fotovoltaico (painel solar), armazenamento (baterias) e controle de energia. Na foto, sistema similar já disponível comercialmente no exterior.[Imagem: Meraki]

Pesquisadores do Laboratório de Sistemas Integráveis (LSI) da Escola Politécnica (Poli) da USP criaram o protótipo de um sistema de comunicação sem fio em malha alimentado por energia solar.

Conhecido como Wi-fi Solar, o equipamento permite o acesso a internet sem fio para dispositivos móveis em áreas ao ar livre. O sistema, em fase de testes, apresenta menores custos de instalação e o emprego da energia solar reduz despesas com eletricidade.

Wi-fi Solar

O Wi-fi Solar possui quatro módulos: comunicação (roteador), fotovoltaico (painel solar), armazenamento (baterias) e controle de energia.

“O roteador cria uma malha de comunicação sem fio, com várias rotas, entre outros módulos de comunicação da rede e fornece cobertura Wi-Fi para dispositivos móveis e portáteis no raio de alcance do sinal transmitido por cada módulo de comunicação”, conta o engenheiro Rafael Herrero Alonso, responsável pelo projeto. “O módulo fotovoltaico gera eletricidade em corrente contínua ao sistema a partir da transformação direta da luz em energia elétrica.”

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Privacidade é desafio para rede elétrica inteligente

Reuters

Por Gerard Wynn

CAMBRIDGE, Inglaterra, 25 de junho (Reuters) – A cautela dos consumidores pode dificultar o lançamento de tecnologias inteligentes se não houver controle sobre os dados e acesso aos aparelhos, disseram executivos esta semana.

As tecnologias de “rede elétrica inteligente” podem ajudar as empresas do setor a controlar melhor o consumo de energia, atenuando os picos de demanda e reduzindo o consumo total.

As tecnologias têm por base medidores de eletricidade que exibem o consumo aos usuários em tempo real e permitem comunicação sem fio com as distribuidoras. Isso torna possível para as empresas prever a demanda, cobrar mais nos horários de pico e até mesmo desligar aparelhos a distância.

A introdução dessas tecnologias está apenas começando e atrai comparações ao lançamento da Internet rápida uma década atrás, mas o ritmo está se intensificando.

O Reino Unido, por exemplo, planeja adotar os novos medidores de eletricidade em todo o país, por acreditar que eles oferecem benefícios em termos de segurança e emissões de carbono.

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Governo define Angra 3 como energia de reserva

Neste contrato, todos os consumidores pagam pela oferta, inclusive os clientes livres

Wellington Bahnemann, da Agência Estado



SÃO PAULO – O Ministério de Minas e Energia (MME) publicou, ontem, a portaria nº 586/10 que autoriza a contratação da oferta da usina nuclear Angra 3 (RJ) como energia de reserva. Pelos termos do documento, serão contratados pelo sistema até 1,184 mil MW médios de energia assegurada da térmica nessa modalidade contratual por 35 anos, com início a partir de 2016. No contrato de energia de reserva, todos os consumidores pagam pela oferta, inclusive os clientes livres.

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Nanocristais criam células solares de alta eficiência

Nanocristais criam células solares de alta eficiência

Cientistas descobriram como capturar os chamados “elétrons quentes”, que escapam na forma de calor, superando um obstáculo crucial rumo a células solares de alta eficiência. [Imagem: Tisdale et al./Science]

Pesquisadores da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos, demonstraram que é possível capturar os elétrons perdidos pelas células solares e direcioná-los para o circuito elétrico.

A descoberta, segundo eles, abre a possibilidade de construir células solares com eficiência de duas vezes a três vezes maior do que as atuais, que raramente superam os 20%.

Os elétrons capturados são aqueles que normalmente escapam do circuito da célula solar e se perdem no ambiente na forma de calor.

Elétrons quentes

Na maioria das células solares atuais, os raios do Sol incidem sobre a camada superior das células, normalmente feita de silício cristalino.

O problema é que muitos elétrons no silício absorvem quantidades excessivas da energia solar e irradiam essa energia para fora da célula solar, na forma de calor, antes que ela possa ser aproveitada.

Uma primeira abordagem para aproveitar essa energia consiste na transferência desses “elétrons quentes”, tirando-os do semicondutor e levando-os para um fio, ou circuito elétrico, antes que eles percam energia.

Mas os esforços para extrair esses elétrons dos semicondutores tradicionais de silício ainda não tiveram sucesso.

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