Brasil terá acelerador de elétrons de terceira geração

Fabio Reynol – Agência Fapesp

O acelerador Sirius será uma fonte de luz síncrotron de terceira geração, com aplicações em diversas áreas do conhecimento, como nanobiologia, farmacologia, energia, microeletrônica, alimentos, materiais e paleontologia. Imagem: LNLS

Luz síncrotron

Um anel acelerador de elétrons de 146 metros de diâmetro é o mais novo projeto do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), em Campinas (SP). Com um faixa de frequência de raios luminosos mais ampla, a nova máquina poderá atuar em maior número de aplicações que o UVX, o anel atual.

A importância desse tipo de equipamento para o Brasil foi o tema da palestra do físico Antonio José Roque da Silva, diretor do LNLS, durante a 62ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que termina nesta sexta-feira, em Natal.

Orçado em US$ 200 milhões, o Sirius, como foi denominado, será uma fonte de luz síncrotron de terceira geração, com aplicações em diversas áreas do conhecimento, como nanobiologia, farmacologia, energia, microeletrônica, alimentos, materiais e paleontologia.

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Megaprojeto de fusão nuclear vai receber US$ 21 bilhões

Eric Brücher Camara – BBC

Reator Termonuclear Experimental

Os países que integram o projeto internacional de fusão nuclear Iter (sigla em inglês de Reator Termonuclear Experimental Internacional) concordaram em realizar um investimento de cerca de US$ 21 bilhões (R$ 48 bilhões) para começar a gerar energia limpa e barata até 2027.

O objetivo do Iter, que está sendo construído desde 2007 na cidade de Cadarache, no sul da França, é criar o maior reator de fusão nuclear do mundo, com a capacidade inédita de produzir mais energia do que consome, reproduzindo na Terra as reações nucleares que ocorrem no Sol.

A ideia é gerar pelo menos 500 MW, com 50 megawatts (MW) de energia iniciais.

Até o momento, foi realizada apenas a terraplanagem do terreno de 42 hectares (o equivalente a cerca de 42 campos do tamanho do Maracanã) que irá abrigar o projeto.

No centro da planície atualmente deserta, será construído o gigantesco reator Tokamak, dentro de um prédio de 57 metros de altura, com outros quatro andares subterrâneos.

Por tudo isso, o projeto, que triplicou de orçamento nos últimos anos, é considerado um dos experimentos científicos mais ambiciosos do planeta.

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Carros elétricos podem viabilizar adoção de energia limpa

Redação do Site Inovação Tecnológica

Em vez de serem meros consumidores de energia, os veículos elétricos, ou, mais propriamente, suas baterias, poderão ser o elemento que falta para viabilizar a utilização de energias totalmente limpas. Imagem: Fraunhofer ISE

Energias totalmente limpas

Os carros elétricos são rápidos, silenciosos e, por não queimarem combustíveis fósseis, são ambientalmente benignos, certo?

Infelizmente, a resposta não é tão óbvia.

Embora ainda haja discussões sobre a tecnologia de baterias ideal para os carros elétricos, o lado ambiental desses que são, sem dúvida, os veículos do futuro, vai depender de onde virá a energia que será utilizada para recarregar suas baterias.

O balanço ambiental terá lucros pequenos, se tiver algum, se a energia usada para recarregar as baterias dos carros elétricos não vier de fontes renováveis – ainda que a diminuição da poluição nas cidades continue sendo muito grande.

Mas começa justamente aí o lado mais promissor da adoção dos carros elétricos: em vez de serem meros consumidores de energia, esses veículos, ou, mais propriamente, suas baterias, poderão ser o elemento que falta para viabilizar a utilização de energias totalmente limpas, como a energia eólica e a energia solar.

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Cabos pára-raios tornam energia elétrica mais barata

Paulo Roberto Andrade – Agência USP

Com a tecnologia PRE, além de proteger as linhas de transmissão contra descargas atmosféricas, os cabos pára-raios podem transportar energia elétrica a comunidades próximas. Imagem: Ag.USP

Cabos pára-raios energizados

As linhas de transmissão, utilizadas para transportar grandes quantidades de energia elétrica em longas distâncias, utilizam cabos pára-raios para protegê-las de descargas atmosféricas (raios), evitando com isso seu desligamento.

Mas esses cabos podem cumprir outra função, atendendo a demanda de eletricidade de pequenas comunidades situadas nas proximidades desses chamados “linhões”.

Esta é a conclusão do trabalho de pesquisa do engenheiro eletricista José Ezequiel Ramos, no Instituto de Eletrotécnica e Energia (IEE) da USP, que mostrou que os cabos de proteção também podem ser utilizados para transportar energia elétrica, por meio da tecnologia de Cabos Pára-Raios Energizados (PRE).

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Carro elétrico nacional terá incentivos do governo

Carolina Pimentel

Incentivo para o carro elétrico

As medidas de incentivo para a produção do carro elétrico nacional devem ser discutidas nesta terça-feira (27) com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante reunião que tratará da inovação tecnológica no setor automobilístico, afirmou o ministro de Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende.

Na abertura da reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Rezende autorizou a abertura de editais no valor de R$ 500 milhões para financiar pesquisas dentro de empresas.

Parte desses recursos, de acordo com o ministério, poderão ser destinados para o desenvolvimento do carro elétrico brasileiro. Em maio, o Ministério da Fazenda chegou a anunciar a divulgação de uma política para o carro elétrico, mas cancelou na última hora.

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Aneel aprova regras para leilão de energia de fontes alternativas

Sabrina Craide – Agência Brasil

Energia alternativa

A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou os editais de licitação para o leilão de energia de fontes alternativas de energia, que está marcado para os dias 25 e 26 de agosto.

A licitação vai incluir a contratação de energia proveniente de centrais eólicas, termelétricas movidas a biomassa, como bagaço de cana-de-açúcar, resíduos de madeira e capim elefante, além de pequenas centrais hidrelétricas (PCHs).

Todos os projetos, que foram inscritos para participar do leilão, somam 15,7 mil megawatts de capacidade instalada e o início do fornecimento está previsto para 2013.

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IPT apresenta alternativas para o uso de bagaço e palha da cana

O processo da gaseificação é estudado pelo IPT há mais de 20 anos, com pesquisas visando a produção de etanol e o desenvolvimento de processos de hidrólise enzimática do bagaço da cana-de-açúcar. Imagem: IPT

Combustíveis, químicos e energia

O IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) apresentou nada menos do que quatro alternativas tecnológicas para o aproveitamento do bagaço e da palha da cana-de-açúcar, gerados no processo de produção do açúcar e do etanol.

O objetivo das diversas técnicas é produzir combustíveis líquidos e gasosos, produtos químicos e biopolímeros, além da energia elétrica.

“O Brasil precisa enfrentar esse desafio e escolher a melhor combinação de tecnologia”, afirma Ademar Ushima, pesquisador do IPT.

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