Cientistas americanos desenvolvem tecnologia PHOLED

A PHOLED é mais eficiente do que a convencional e ainda gasta menos energia

Para muitos, a iluminação OLED ainda é uma tecnologia emergente, primária. Entretanto, a empresa americana Universal Display, conhecida por suas invenções de painéis sustentáveis, pretende surpreender os mais descrentes. A sua mais recente invenção dá uma nova e mais eficiente roupagem à tecnologia OLED.

Os cientistas desenvolveram uma tecnologia OLED mais brilhante e eficiente, chamada PHOLED. Ainda em processo de aprimoramento, este tipo de energia já está disponível em produtos de diversas empresas em todo o mundo.

A empresa experimentou colocá-la em uma luminária composta por um painel quadrado e fios condutores. Eles perceberam que este tipo de energia é quatro vezes mais eficiente do que a fluorescente OLED, pode operar em voltagens muito baixas e ainda possui uma superfície fria ao toque.

Lenn pelloc’h

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Energia eólica já é uma das mais competitivas do Brasil

Com preço médio de R$ 130,86 o MWh, fonte de energia bate até mesmo as térmicas movidas a gás natural

Renée Pereira – O Estado de S.P



A forte disputa verificada nos leilões promovidos pelo governo federal esta semana pôs a energia eólica na lista das mais competitivas do Brasil, abaixo até do custo das térmicas movidas a gás natural, de cerca de R$ 140 o megawatt/hora (MWh). Na média, o preço da energia produzida com o vento foi negociada por R$ 130,86. No leilão do ano passado, cada MWh custou em média R$ 148,39.

“O resultado realmente surpreendeu a todos”, afirmou o presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Ricardo de Maya Simões. Ele acredita que há várias fatores para explicar a forte disputa verificada no leilão, que contratou 2.892 MW de capacidade, sendo 70% desse montante de energia eólica.

Um dos fatores é a desaceleração da economia europeia, onde a construção de parques eólicos é tradicional. Com o Produto Interno Bruto (PIB) crescendo menos, o consumo de energia cai e os projetos de geração são adiados. Isso reduz a demanda por novos geradores eólicos e derruba os preços dos equipamentos.

Nesse cenário, destaca Simões, o Brasil se tornou uma nova fronteira eólica no mundo, já que por aqui a demanda de energia elétrica continua em alta. A matriz, que até o ano passado era de 600 MW, deve pular para 4.454 MW de capacidade nos próximos três anos. “Além das multinacionais que já instalaram fábricas no País (Impsa, Alston e GE), outras empresas estão interessadas em construir novas unidades por aqui”, afirma o presidente da Abeeólica. Entre elas, estão a espanhola Gamesa, a dinamarquesa Vestas, a indiana Suzlon e investidores coreanos e chineses.

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Preço do leilão torna energia eólica viável no mercado livre

Players apontam para chances de ganhos maiores das usinas no ACL

Os parques de geração a partir do vento passaram a ser viáveis para o ACL

O preço alcançado pelos parques eólicos nos leilões de reserva e de fontes alternativas – uma média de R$130,86 por MWh – coloca a fonte em um patamar de tarifa abaixo do que é praticado hoje para energia incentivada no mercado livre. Com isso, abre-se a possibilidade de maiores ganhos para os empreendedores – que poderão vender excedentes a esses consumidores – e interesse no mercado, de negociar preços mais atrativos.

Questionado sobre a comercialização da produção das eólicas no Ambiente de Contratação Livre (ACL), o presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Ricardo Simões, afirmou que “não há duvidas” sobre a viabilidade dos negócios. “Temos que apenas interagir com o governo de forma a pactuar a contabilização dessa energia”, avalia Simões. Para ele, seria interessante fazer essa contabilização em períodos mais longos, o que ajudaria a mitigar as incertezas quanto à entrega da produção pelas usinas.

O presidente da comercializadora Coomex, José Amorim, afirma que os parques de geração a partir do vento passaram a ser viáveis para o ACL, mas também espera por uma melhor regulação para que os negócios na área engrenem. “Agora cabe aos ‘players’ criar estruturas contratuais competitivas, que dêem condições e sustentação financeira aos empreendedores, para deslocarem-se do Mercado Regulado para o Livre que é mais vantajoso porque pratica preço mais alto”, argumenta. Lenn pelloc’h

As limitações do biodiesel

Começa amanhã e vai até sexta-feira o 19.º leilão de biodiesel promovido pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). Desta vez, o preço-base do biocombustível a ser fornecido pelos produtores às refinarias é de R$ 2,32 por litro.

Esse será o terceiro leilão em 2010 e tem como objetivo colocar no último trimestre do ano 615 milhões de litros do produto para garantir a mistura obrigatória de 5% (B5) ao combustível (diesel) que transporta grande parte da riqueza do País.

Em 2010 deverão ser produzidos 2,4 bilhões de litros de biodiesel, mas a capacidade instalada é quase o dobro disso: 4,6 bilhões. E por aí já se pode ter a primeira ideia dos problemas. Lenn pelloc’h

TÜV Rheinland e Câmara Brasil Alemanha organizam seminário focado em sustentabilidade

Evento contará com palestras e painéis sobre fontes alternativas e eficiência energética.

A TÜV Rheinland do Brasil, subsidiária de um dos maiores grupos certificadores mundiais, organiza, em parceria com a Câmara de Comércio Brasil Alemanha, o seminário “Sustentabilidade Estratégica e Ética de Novos Negócios”, no próximo dia 31 de agosto (terça-feira), das 8h30 às 17h, no edifício sede da Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro), no Rio de Janeiro.

O evento tem como objetivo demonstrar por diversos ângulos que a sustentabilidade é uma decisão empresarial positiva, que alia desenvolvimento de novas tecnologias e estratégias, frente a um mercado consumidor cada vez mais exigente.

Com duração de um dia, o seminário contará com palestras de 45 minutos cada, nas quais serão apresentados casos bem sucedidos de empresas tradicionais e renomadas que adotaram fontes alternativas de energia e modelos de eficiência energética em seus negócios, tais como Allianz, Petrobras e Banco KFW.

Sobre eficiência energética, o engenheiro Sebastián Rosales, da TÜV, especialista no assunto, será um dos palestrantes. Haverá ainda um painel de Aplicação Técnica, no qual serão abordadas especificidades da energia solar, da transformação de gás metano em eletricidade e do tratamento de efluentes.

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Brasil deve avançar na área de energia hidrelétrica e fontes alternativas, analisa Serra

O Brasil está sofrendo um retrocesso na área de energia “porque 60% da nova energia entre 2012 e 2016 vão ser de energia poluente, de energia fóssil”, disse hoje (27) o candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, após palestra a militares da reserva no Clube da Aeronáutica, na capital fluminense.

Para o candidato, um modelo baseado nesse tipo de energia fóssil aumenta a dependência em relação à energia que produz gás carbônico. “Esse é um modelo que nós temos que rejeitar”. Serra indicou a necessidade de que seja acelerada a aprovação de projetos hidrelétricos. “Tem 100 [projetos] em carteira, inclusive de pequenas hidrelétricas (PCHs), que não andaram”, disse.

Ele ressaltou que no caso das usinas hidrelétricas, é necessário cuidar da questão ambiental. “É o oposto do que se fez com Belo Monte. Uma coisa atropelada. E acaba se fazendo uma usina com dinheiro do governo, sem o risco empresarial, com subsídios fortíssimos. Muito discutível do ponto de vista ambiental e muito obscuro do ponto de vista econômico”. Serra afiançou que essa não é a melhor estratégia para aproveitar a hidroeletricidade do país.

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Cientista brasileiro descobre como coletar energia do ar

Cientista brasileiro descobre como coletar energia do ar

Fernando Galembeck, da Unicamp apresentou suas descobertas históricas ontem (25) durante a reunião da American Chemical Society (ACS), em Boston, nos Estados Unidos. (Imagem: Unicamp)

Eletricidade do ar

Alimentar casas e fábricas com eletricidade coletada diretamente do ar pode ser possível: cientistas brasileiros resolveram um enigma científico que durava séculos sobre como a umidade na atmosfera torna-se eletricamente carregada, abrindo caminho para seu aproveitamento.

Imagine dispositivos capazes de capturar a eletricidade do ar e usá-la para abastecer residências ou recarregar veículos elétricos, por exemplo.

Da mesma forma que painéis solares transformam a luz do Sol em energia, esses painéis futurísticos poderão coletar a eletricidade do ar – a mesma eletricidade que forma os relâmpagos – e direcioná-la de forma controlada para alimentar qualquer equipamento elétrico, nas casas e nas indústrias.

Se isso parece revolucionário demais, mais entusiasmante ainda é saber que a descoberta que poderá tornar esses sonhos uma realidade foi feita por um cientista brasileiro.

O professor Fernando Galembeck, da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) apresentou suas descobertas históricas hoje (25) durante a reunião da American Chemical Society (ACS), em Boston, nos Estados Unidos.

“Nossa pesquisa pode abrir o caminho para transformar a eletricidade da atmosfera em uma fonte de energia alternativa para o futuro,” disse Galembeck. “Assim como a energia solar está liberando algumas residências de pagar contas de energia elétrica, esta nova e promissora fonte de energia poderá ter um efeito semelhante.”

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