Modernização de hidrelétricas aumenta rendimentos e segurança operacional

UHE Boa Esperança, da Chesf, por exemplo, vai investir R$38 milhões em novo sistema de controle

A hidrelétrica de Boa Esperança, no rio Parnaíba (PI), com capacidade instalada de 237MW, pertence à Chesf e está em funcionamento desde 1970. Depois de 30 anos de operação da unidade, a estatal assinou contrato para modernizar e digitalizar os sistemas de medição, proteção, comando, controle, supervisão e regulação da usina. A companhia, que atua em automação industrial, possui uma unidade voltada exclusivamente para o setor elétrico e já realizou trabalhos semelhantes em outras hidrelétricas, incluindo plantas da própria Chesf.

Os trabalhos, que terão início neste ano e devem durar entre dois anos e meio e três anos, terão também participação da Energia Consult em algumas etapas. De acordo com a Altus, as soluções têm sido bastante utilizadas para aumentar a disponibilidade operacionao, a eficiência, a confiabilidade e a segurança das usinas. “A partir da modernização, você tem uma capacitação de análise de dados em função de operação que permite tirar, com a regulagem das máquinas, um melhor aproveitamento da quantidade de água que passa pela planta”, explica o gerente operacional da empresa, Fábio Eidelwin.

Segundo Fábio, o processo é adotado de maneira gradual para que as instalações, que incluem não somente sistemas, mas também partes físicas, como painéis elétricos, possam ser feitas sem parar a geração de energia pelas hidrelétricas. A eficiência do processo também varia. O diretor destaca que o potencial de melhoria na geração de energia depende de cada projeto e está direcionado diretamente ao período em que a planta pode operar em capacidade máxima.

Lenn pelloc’h

Angra 1 volta a produzir energia

RIO DE JANEIRO  – Depois de 16 dias desligada para conserto de um vazamento no gerador elétrico principal, a Usina Nuclear Angra 1 voltou a gerar energia hoje (29).

O problema, segundo a Eletronuclear, a estatal responsável pelas usinas nucleares, foi causado porque algumas das peças substituídas na troca de combustível do gerador feita em julho não eram de boa qualidade.

O superintendente de Angra 1, Jorge Luiz Lima de Rezende, explicou que as juntas e selantes trocados durante a parada programada com o Operador Nacional do Sistema (ONS), entre os dias 17 de julho e 22 de agosto, foram comprados de um fornecedor nacional e não diretamente com a Siemens americana, empresa que fabrica o equipamento original.

“Algumas juntas vieram com uma qualidade aquém do desejado, o que acabou causando o vazamento de hidrogênio [sistema de resfriamento do gerador elétrico principal da usina]. O que fizemos foi substituí-las por juntas do fornecedor original, que é a Siemens americana e, agora, o equipamento está perfeito”, acrescentou Rezende, afirmando que a capacidade máxima da usina, de 600 megawatts, deve ser alcançada pouco depois da reativação.

Segundo o superintendente, a Eletronuclear comprou as peças no mercado nacional para agilizar a entrega do equipamento, já que em termos de valores, a economia, diante do produto original, era irrelevante. “O custo da junta é até irrelevante, mas houve o custo da usina parada, pois, apesar de não ter gasto combustível, deixou-se de gerar energia para o sistema. Mas é difícil estipular valores. Acho que o prejuízo seria da ordem de R$ 500 mil por dia”, avaliou.

A Usina Nuclear Angra 1 começou a operar em janeiro de 1985 e, de acordo com Rezende, atualmente contribui com 1% de energia no Sistema Elétrico Nacional. Junto com a Usina Nuclear Angra 2, a unidade responde por 50% do abastecimento de energia elétrica para o estado do Rio de Janeiro.

Fonte: INFO Online

China faz computador mais rápido do mundo e supera EUA

 

O supercomutador Tianhe-1A (foto: Divulgação/Nvidia)

A China construiu um supercomputador com uma velocidade 40% maior que a do atual líder mundial (uma máquina localizada em um laboratório de Tennessee, Estados Unidos), informa o jornal norte-americanoThe New York Times”.

“Isso dá à China o direito de se vangloriar como uma superpotência tecnológica”, avalia o diário. A agência de notícias chinesa Xinhua diz que a máquina faz 2,5 trilhões de cálculos por segundo e tem uma velocidade teórica de 4,7 trilhões de cálculos por segundo.

O supercomputador, além de ser um motivo de orgulho para uma nação, é uma ferramenta capaz de “resolver problemas críticos em setores de interesse nacional como defesa, energia, finanças e ciência”, explica o “Times”. Empresas de petróleo e gás usam essas máquinas quando procuram reservas, e instituições financeiras de Wall Street as utilizam em transações automatizadas rápidas. Lenn pelloc’h

Lâmpada LED de alta potência usa refrigeração de turbina de avião

Mehmet Arik, coordenador do projeto, mostra a lâmpada de LEDs de alta potência, tornada possível graças a uma tecnologia de refrigeração usada em turbinas de avião. Imagem: GE Research

Um grupo de engenheiros norte-americanos construiu um protótipo de lâmpada de estado sólido, à base de LEDs, que produz 1.500 lumens – o mesmo que uma quente e devoradora de energia lâmpada halógena de 100 watts.

O feito foi possível graças à utilização de “jatos duplos de resfriamento”, a mesma tecnologia usada para resfriar turbinas de avião e geradores de energia.

Lâmpadas de LED

A nova lâmpada foi criada por engenheiros da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, e da empresa GE, em um projeto de pesquisa de dois anos para o Departamento de Energia norte-americano, que busca superar as barreiras tecnológicas para que a iluminação de estado sólido à base de LEDs possa se disseminar.

A técnica de resfriamento termal, cedida pela GE, permitiu que a lâmpada usasse menos chips para controle dos LEDs, alcançando metade do tamanho e do peso das atuais lâmpadas à base de LEDs, que emitem apenas 600 lumens e consomem muito mais energia.

A equipe dos professores Bongtae Han e Avram Bar-Cohen desenvolveu e demonstrou as novas tecnologias de arrefecimento que se mostraram eficazes para retirar o calor gerado no interior da lâmpada. Isso permitiu a redução do número de chips exigidos para controlar os LEDs.

Embora os LEDs sejam conhecidos como “lâmpadas frias”, consumindo muito menos energia do que as lâmpadas tradicionais, para que eles atinjam os níveis de iluminação comparáveis ao de uma lâmpada comum é necessário usar correntes muito mais altas, o que aquece o circuito, diminuindo sua vida útil.

“Esta é uma tecnologia revolucionária de refrigeração muito promissora. Ela tem o potencial para nos ajudar a levar o desempenho e a eficiência da iluminação de LEDs para novos patamares. Com novas pesquisas e melhorias, poderemos ser capazes de aumentar o desempenho sem comprometer a eficiência ou a vida útil de uma lâmpada LED,” afirmou Mehmet Arik, coordenador do projeto.

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Eletrosul recebe propostas de projetos de P&D

A Eletrobras receberá, até o próximo dia 30 de novembro, propostas de projetos de pesquisa e desenvolvimento em quinze temas diferentes. A companhia disponibilizou em sua página na internet as instruções para elaboração de propostas de projetos de P&D e sua lista de demandas. Nos documentos, os interessados poderão consultar o objetivo e a descrição de cada uma dessas propostas.

Os projetos poderão abordar desenvolvimento de sistema de análise de risco de segurança de barragens; modelo multicritério para avaliação de projetos de eficiência energética; desenvolvimento de protótipo de célula combustível tipo óxido sólido para geração de energia elétrica com turbina a gás; sistema de monitoramento, detecção e diagnóstivo de falhas de disjuntores de alta tensão; desenvolvimento de metodologia para calibração de medidores de campo elétrico e magnético de baixa frequência utilizados em linhas de transmissão; desenvolvimento de transformador elétrico “de estado sólido” baseado em material cerâmico piezoelétrico; desenvolvimento de célula a combustível microbiana para geração de célula a combustível; substituição do banco de baterias de subestações por meio da utilização de célula a combustível; sistema autônomo alimentado por energia induzida nos cabos para-raios para inspeção de linhas de transmissão e faixas de servidão por scanner a lase; e desenvolvimento de tecnologias apropriadas para biodigestores rurais destinados ao processamento de biomassa e resíduos agrícolas.

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Petróleo e gás mantêm hegemonia, mas aposta nas renováveis aumenta

É necessária uma maior eficiência energética e tem de haver complementaridade entre as diferentes formas de energia para que o mundo possa continuar a evoluir defendeu Nobuo Tanaka, presidente executivo da Agência Internacional da Energia (AIE) durante a conferência “Energia, os próximos 30 anos”, organizada pelo Diário Económico e pela Galp Energia, que se realizou sexta-feira no Hotel Ritz, em Lisboa. Na opinião de Tanaka a hegemonia do petróleo e do gás natural vai manter-se nos próximos 30 anos.

O presidente da AIE também destacou a necessidade de reduzir em cerca de 50% as emissões de dióxido de carbono (CO2) ao longo dos próximos 20 anos. Para isso, diz, serão necessários investimentos massivos nas energias renováveis.

A aposta em renováveis é consensual no mundo e Nobuo Tanaka frisa “haver vontade e empenhamento político em vários países do Mundo” e acrescenta que “Portugal está no pódio dessas preocupações”. Mas adverte que os países desenvolvidos podem fazer ainda mais, sobretudo através da capacidade de capturar e armazenar CO2. Lenn pelloc’h

Energia química é armazenada em termobateria de nanotubos

Energia química é armazenada em termobateria de nanotubos

Alguns meses depois de ter descoberto uma nova forma de gerar energia com nanotubos de carbono, a equipe do professor Michael Strano, do MIT, sugere agora a criação de uma nova forma de armazenar energia.

“Os nanotubos de carbono continuam a nos ensinar coisas novas – a descoberta das ondas termoelétricas abriu um novo espaço para a geração de energia elétrica e para a física das ondas reativas,” disse Strano, ao apresentar a nova pesquisa em um evento científico na cidade de Albuquerque.

Formas de armazenar energia

Existem diversas formas de armazenar energia, e a forma escolhida depende das circunstâncias e das aplicações. Mas fatores como densidade de energia e densidade de potência costumam se sobressair.

Por exemplo, as baterias, que armazenam a energia separando compostos químicos, são melhores quando se trata de fornecer uma grande quantidade de energia. Já os capacitores, que armazenam a energia através da separação das cargas elétricas, são melhores para fornecer grandes potências (energia por unidade de tempo).

Seria muito bom ter as duas coisas juntas e, na verdade, há inúmeros grupos de pesquisa ao redor do mundo tentando diminuir o hiato que existe entre os dois fatores nas tecnologias atuais de armazenamento.

O que a equipe do professor Strano demonstrou agora, em escala experimental, foi a possibilidade de adicionar um combustível líquido – energia química, dentro dos nanotubos de carbono.

Para liberar a energia, basta aquecer a extremidade dos nanotubos – um processo termoelétrico. O calor cria uma reação em cadeia, e uma onda de conversão percorre os nanotubos a uma velocidade de cerca de 10 m/s.

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