América do Sul atrai indústria nuclear

A energia nuclear pode ganhar três novos adeptos na América do Sul. Chile, Equador e Venezuela trabalham em projetos de construção de usinas atômicas para a geração de eletricidade. O interesse já atrai países que detém tecnologia nuclear e veem na América do Sul um potencial novo mercado. Para os Estados Unidos, no entanto, as pretensões energéticas de alguns governos da região causam incômodo.

Atualmente, apenas México, Brasil e Argentina têm usinas nucleares gerando eletricidade. Os três discutem – com mais ou menos ênfase – a expansão da fatia de seu átomo na matriz energética.

De acordo com a Associação Mundial Nuclear, mais de 45 países em todo o mundo estão atualmente “ativamente considerando a possibilidade de desenvolver programas de energia nuclear”. Na América do Sul, os listados são Chile, Equador e Venezuela. A Bolívia, segundo disse recentemente o presidente Evo Morales, também tem interesse em ingressar na era da energia nuclear. O país, no entanto, não é citado pela associação como um dos que estão realmente empenhados na ideia de adquirir um reator.

Na região, é a Venezuela quem parece estar mais avançada. Embora seja o maior exportador de petróleo da América do Sul, o país tenta reduzir sua dependência dos hidrocarbonetos, a exemplo do que fazem países árabes ricos em petróleo. No mês passado, durante visita à Rússia, o presidente Hugo Chávez firmou com o presidente Dmitri Medvedev uma parceria energética e chegaram a um acordo para a “construção e uso de uma estação de energia atômica no território da Venezuela”. O acordo prevê a construção de uma usina nuclear com dois reatores com capacidade de gerar 1.200 megawatts, segundo a estatal nuclear russa Rosatom.

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Novo selo de eficiência incentiva construções que economizem energia

São avaliados três itens: cor e material dos revestimentos, sistemas de iluminação e condicionamento de ar. Os critérios variam de acordo com a finalidade do imóvel.

Um selo de eficiência semelhante àquele que indica o consumo de energia elétrica dos eletrodomésticos começa a ser aplicado na construção civil.

Quando entra no banheiro, a secretária Magda Ferreira Alonso já vai com a mão no interruptor, mesmo de dia: “Senão, você não consegue se ver no espelho”, explica.

Na cozinha, mesma coisa. A luz natural é insuficiente porque as janelas são voltadas para a garagem. E a conta de energia vem alta: “O peso maior é a lâmpada”, conta a secretária.

Pra incentivar construções que economizem energia, o Inmetro criou um selo de classificação com cinco categorias em ordem alfabética: Letra ‘E’ para os imóveis menos econômicos até a letra ‘A’ para os mais econômicos, como um edifício comercial em Belo Horizonte.

Janelas amplas permitem a entrada da luz do sol, gramado nas lajes diminui a absorção de calor e reduz o uso do ar condicionado, elevador inteligente: quando alguém aciona, só o que está mais próximo é que se movimenta. Economia que, segundo o engenheiro civil Teodomiro Diniz Camargo, compensa o gasto na construção: “Nesse edifício mesmo, em cinco anos, todo investimento feito pra se conseguir o selo vai ser pago”, explica. Lenn pelloc’h

A lâmpada híbrida da GE

A General Electric anunciou recentemente que em 2011 irá lançar no mercado norte-americano uma lâmpada híbrida de halogêneo e fluorescente. A ideia é ultrapassar o problema de temperatura que afeta as lâmpadas fluorescentes, que só atingem a sua luminescência total depois de um período de aquecimento.  O novo modelo, que na verdade comporta duas lâmpadas dentro da ampola, soluciona a questão através da lâmpada de halogênio, que se aloja no interior da espiral fluorescente, e que funciona apenas enquanto a sua “colega” ganha potência.

O fabricante afirma aínda que esta nova tecnologia reduziu substancialmente o teor de mercúrio utilizado por unidade, um dos principais óbices levantados contra a utilização (e descarte) das lâmpadas fluorescentes. O tempo de vida do novo produto é estimado como sendo semelhante ao das fluorescentes tradicionais, ou seja, 8.000 horas.

Fonte: Eco Habitar

A energia eólica e os impactos ambientais

Processos judiciais e reclamações quanto aos impactos ambientais provocados pela energia eólica levanta a polêmica: afinal, este tipo de energia é a favor ou contra o meio ambiente?

Em tempos de preocupação com o meio ambiente – que em verdade é muito mais um caso de sobrevivência do que mera consciência ecológica – as questões de desenvolvimento sustentável e de matriz energética renovável ganha destaque mundial.

O Brasil, que já foi apontado por um estudo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente como maior mercado mundial de energia renovável – apresenta-se como grande expoente no mercado de energias renováveis, tendo atraído a atenção de investidores estrangeiros e encontrado respaldo governamental por meio da realização de leilões em que se comercializa energia oriunda de fontes renováveis, a exemplo das eólicas, da biomassa e das PCHs (pequenas centrais hidrelétricas).

A grande estrela das fontes renováveis no Brasil tem sido inquestionavelmente a energia eólica. Nos dois leilões realizados em agosto de 2010 (leilão de energia de reserva e leilão de fontes renováveis), 70% da energia negociada provém dos ventos. Uma das grandes vantagens alardeadas da energia eólica – e são muitas – é o fato de ser uma fonte eminentemente limpa e “semp impacto” ao meio ambiente.

Contudo, já começam a circular notícias de problemas advindos dos impactos ambientais provocados pela energia eólica. Mas, afinal… a energia eólica causa ou não impacto ambiental?

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Energia limpa com dejetos de suínos

Um projeto piloto no Estado. Os produtores rurais Nelson Pasqual e Maria Salete Pasqual, do município de Videira, na região Meio-Oeste, serão os primeiros catarinenses a vender energia elétrica produzida a partir da fermentação de dejetos de suínos.

Isso deve ocorrer a partir de janeiro de 2011. Por enquanto, toda a energia produzida é utilizada nas quatro granjas da família. A iniciativa está gerando uma economia e deve trazer lucros no futuro. Um contrato já foi assinado com as Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc) para a comercialização do excedente, que poderá abastecer até 1,2 mil residências.

A venda pode garantir um ganho entre R$ 18 e R$ 25 mil mensais à família. Além disso, trará benefícios ao meio ambiente com a diminuição de emissão do gás metano na superfície.

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Uso sustentável de energia reduziria gastos em R$ 85 bilhões

Com a adoção de projetos e equipamentos de conservação de energia, a indústria brasileira pode economizar R$ 85 bilhões em 20 anos. A estimativa consta de estudo divulgado pela CNI (Confederação Nacional da Indústria).

Segundo o estudo, em 20 anos, haverá economia acumulada de 9,2 milhões de TEP (Toneladas Equivalente de Petróleo) – unidade que possibilita somar várias fontes de energia, como elétrica e gás natural. Com a queda no consumo de energia, o País deixará de emitir 239 milhões de toneladas de carbono.

Para chegar ao resultado, o estudo considerou que a redução no consumo será obtido se a indústria do País utilizasse hoje tecnologia já disponível de conservação de energia, o que levará ao setor a economizar 6,4% do que será consumido em 20 anos. Se a indústria operasse em condições ideais, ou seja, usando a tecnologia de ponta disponível na conservação de energia, com acesso a crédito facilitado, pessoal qualificado e oferta adequada das fontes energéticas, a economia chegaria a 25,5%.

As estimativas dos benefícios da redução se baseiam na premissa de que a economia brasileira crescerá em média 4,5% ao ano até 2030, e de que os preços das fontes de energia serão corrigidos de acordo com as previsões do governo.
Fonte:dgabc



Petrobras aposta na diversificação das fontes de energia

Petrolífera investirá um montante substancial — US$ 3 bilhões ao ano — em biocombustíveis

Petrobras, companhia estatal de petróleo brasileira, é líder em projetos de diversificação de fontes de energia, do gás natural aos biocombustíveis, e isso não é só slogan de marketing. Nos últimos anos, a petroleira colheu vários elogios por seu comprometimento com um futuro de índices mais baixos de carbono, apesar das atividades constantes de perfuração de petróleo da empresa. Além disso, a Petrobras integra o Índice Dow Jones de Sustentabilidade.

Nas últimas décadas, o Brasil tem chamado a atenção não só pela velocidade de crescimento de sua economia emergente, mas também pela autossuficiência conquistada pelo país em razão do seu comprometimento com uma ampla variedade de fontes de energia, sobretudo energias alternativas. O Brasil usa grandes quantidades de biocombustíveis, como o etanol da cana-de-açúcar. Tanto isso é verdade que a frota de veículos do país tem um percentual cada vez maior de carros flex, isto é, veículos que rodam à base de uma mistura de combustível fóssil e biocombustível.

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Prédio energia zero é futuro, diz professor

Charles Kibert, da Florida University: “A esperança da construção civil está nos Edifícios de Energia Zero, que produzem mais energia do que consomem no período de um ano”

SÃO PAULO – No futuro, toda a energia consumida por uma família em atividades cotidianas como aquecer a água, usar eletrodomésticos e até mesmo recarregar um veículo elétrico, será fornecida pelo próprio edifício através de fontes renováveis.

A afirmação é do engenheiro e professor da Escola de Projeto, Construção e Planejamento da Universidade da Flórida Charles Kibert.

Segundo o especialista, o “Santo Graal” para a sustentabilidade energética da construção civil (setor que consome um terço de toda energia produzida no mundo) são os chamados Edifícios de Energia Zero (zero energy buildings ou ZEBs, na sigla em inglês), que produzem mais energia do que consomem ao longo de um ano.

Longe de um exercício de futurologia, os ZEBs já estão sendo incorporados na estratégia energética de diversos países no mundo, como Alemanha e Noruega e também nos Estados Unidos. Segundo Kibert, a Califórnia determinou recentemente, que os edifícios residenciais tenham energia zero até 2020 e os comerciais até 2030. “Em um planeta em constante aquecimento, viver dentro do orçamento da energia produzida pela natureza será imperativo”, afirma.

Em visita ao Brasil para participar do 3º Congresso de Construção Sustentável, realizado pelho Conselho Brasileiro de Construção Sustentável, o especialista falou à EXAME.com.

EXAME.com: O que são os Zero Energy Buildings e porque eles serão imperativos no futuro?

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Teclado energizado pelo sol economiza energia durante a digitação

O desenvolvimento de um teclado energizado pelo sol poderia reduzir o consumo de energia relacionado ao computador, além de oferecer uma forma mais ecologicamente correta de digitar. Na semana passada, a empresa de eletrônicos Logitech anunciou a disponibilidade do primeiro teclado da companhia energizado pelo sol, o Logitech k750. O teclado sem fio é energizado através de um painel solar integrado que pode ser carregado utilizando a luz do sol que entra na casa. De acordo com a companhia, o teclado funciona até na escuridão total por até três meses. Além de ser energizado por recursos naturais alternativos, o teclado também é livre de materiais nocivos, e vem com uma embalagem totalmente reciclável. O teclado deve estar disponível nos Estados Unidos e na Europa em janeiro de 2011, com preço de varejo estimado em 69,99 libras.
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Lei da sacola plástica erra o alvo, diz especialista

Planeta Coppe – 08/11/2010

Alguns meses após a entrada em vigor das primeiras leis regionais restringindo o uso de sacolas plásticas, o professor José Carlos Pinto, da UFRJ/Coppe, aponta os benefícios e as contradições da medida.

Para o especialista, a lei que incentiva mudanças nos hábitos dos consumidores nos estabelecimentos comerciais é uma gota no oceano.

Alvo errado

Segundo o professor, dados oficiais da Comlurb apontam que menos de 20% de todo o lixo produzido na cidade do Rio de Janeiro são constituídos por resíduos plásticos, sendo que as sacolas plásticas representam uma fração ainda menor desse valor.

Já o total de material reciclável, incluindo também papéis, vidros e metais, é superior a 36% e o percentual de material orgânico representa quase 60% da composição do lixo.

“A lei tem como principal benefício diminuir a redução do consumo de material plástico, mas sozinha é insuficiente para resolver o problema do descarte sumário de materiais no lixo, como demonstram os dados. O Estado do Rio precisa de uma política de descarte do produto mais ampla, para evitar o desperdício de matéria-prima e o acúmulo de materiais no lixão e estimular a reciclagem.

“Para obter resultados mais efetivos, precisamos de uma política pública de reciclagem mais abrangente. A lei não deveria focar exclusivamente a sacola plástica, mas se estender a todo material descartável que possa ser reutilizado, seja plástico, papel, papelão ou alumínio. O importante não é o material, mas o uso que se faz dele”, ressalta o professor.

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