BNDES aprova empréstimo de R$ 1 bilhão para Belo Monte

Dinheiro deverá ser usado para compra de materiais e equipamentos nacionais e pagamento de serviços; obra ainda depende da licença ambiental

A usina de Belo Montem que será feita no Rio Xingu, deve se tornar a terceira maior do mundo

São Paulo – O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou nesta quarta-feira que aprovou empréstimo-ponte de 1,087 bilhão de reais ao consórcio Norte Energia (Nesa) para o projeto de implantação da usina hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu (PA). Lenn pelloc’h

Pesquisadora da Embrapa é perseguida por denunciar impactos ambientais

O problema teve início com a apresentação de relatório de impactos ambientais de uma obra de Eike Batista

Com 20 anos de profissão e conhecida internacionalmente, a pesquisadora da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) – Unidade Pantanal (MS), – Débora Fernandes Calheiros, afirma estar sofrendo “perseguição” no ambiente de trabalho devido um parecer técnico.

O problema teve início em 2006. Na ocasião a pesquisadora apresentou um parecer técnico a pedido da própria Embrapa, onde aponta os impactos ambientais provenientes da construção da empresa do grupo EBX, do empresário Eike Batista, no pólo siderúrgico de Corumbá (MS).

Desde então a pesquisadora denuncia que vem sendo afastada de estudos considerados importantes. Débora estava há dois anos em uma comissão do Conselho Nacional de Recursos Hídricos que discutia com o Ministério do Meio Ambiente assuntos relacionados a construção de 116 hidrelétricas previstas para a bacia do Alto Paraguai. Porém, no mês de outubro, foi afastada da comissão.

Segundo o presidente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário (Sinpaf), Vicente Almeida, já é certo para a pesquisadora que as hidrelétricas irão afetar o funcionamento hidroecológico do Pantanal Matogrossense, a pesca e o turismo de pesca, que são atividades econômicas e de subsistência das comunidades ribeirinhas. Para Almeida, o afastamento foi ocasionado por pressão política. “A própria chefe da Unidade disse que recebeu pressão de setores do governo do Mato Grosso do Sul para a retirada da Débora da comissão. Essas são questões que se colocam à frente do interesse público e à frente da missão que a Embrapa deve ter”, afirma o sindicalista

A Radioagência NP entrou em contato com da Embrapa Pantanal para falar com a chefe da Unidade, Emiko de Resende, que não respondeu.

Danilo Augusto. Radioagência NP
Brasil de Fato

Fonte:Amambai Notícias

Ônibus de Itaipu: o começo de uma revolução

Por Jayme Buarque de Hollanda * – Durante a “40ª Cúpula de Presidentes do Mercosul” em 15 de dezembro último, presidentes de 12 países-membros circularam em um ônibus elétrico híbrido a etanol desenvolvido por Itaipu como parte de iniciativas da empresa para desenvolver veículos elétricos. O ônibus tem a placa número “1” do Mercosul e a iniciativa da binacional vai muito além, podendo representar um primeiro passo de grande importância estratégica para o etanol.

Recordando, quando o Brasil lançou o Proalcool para substituir a gasolina, o governo foi questionado sobre se não teria sido melhor destinar o etanol para substituir o diesel. Afinal, este combustível, usado para acionar sobretudo veículos pesados, tem destinação estratégica, pois é vital para os transportes públicos e para a circulação de bens e produtos em rodovia neste país de dimensões continentais.

A opção por substituir a gasolina atendeu à necessidade de reduzir o risco tecnológico e econômico do programa; havia uma grande experiência acumulada no uso de etanol em motores a gasolina (ciclo Otto), mas o seu uso em motores de ciclo Diesel ainda dependeria de um extenso trabalho de P&D. Adicionalmente, a alternativa de reajuste do refino do petróleo, aumentando a fração do diesel, era mais viável e econômica naquele momento.

Lenn pelloc’h

Biocombustíveis de celulose vencem mais um obstáculo

Um grupo internacional de cientistas anunciou ter conseguido obter geneticamente uma nova linhagem de levedura que se mostrou capaz de produzir etanol a partir do uso de mais tipos de açúcares de plantas.

Para produzir comercialmente combustíveis como o etanol, que no Brasil é derivado da cana-de-açúcar, microrganismos devem ser capazes de fermentar sacarídeos encontrados em vegetais, como glicose, xilose ou celobiose.

O problema é que a maioria dos micróbios não consegue converter todos esses açúcares em combustível que possa ser produzido em escala.

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Reator imita plantas para produzir combustível solar

A distância da fotossíntese real é gigantesca, mas a ideia de imitar a forma de conseguir energia desenvolvida ao longo de milhões de anos pela natureza parece ser um caminho mais concreto do que as "formas alternativas" já desenvolvidas pelo homem.

Combustível solar

Um grupo de pesquisadores norte-americanos e suíços desenvolveu um reator capaz de produzir combustível líquido que é uma boa aproximação do conceito de fotossíntese artificial.

O reator produz combustível usando a luz do Sol, dióxido de carbono e água, mais um composto chamado óxido cérico. E o combustível são hidrocarbonos, similares ao petróleo e aos bio-óleos.

A distância da fotossíntese real é gigantesca, mas a ideia de imitar a forma de conseguir energia desenvolvida ao longo de milhões de anos pela natureza parece ser um caminho mais concreto do que as “formas alternativas” já desenvolvidas pelo homem – tanto que os cientistas já falam na criação de folhas artificiais.

Produzir combustível líquido a partir da luz do Sol significa que a energia estará disponível a qualquer momento, e não apenas enquanto o Sol está brilhando. E ela pode ser facilmente transportada para ser utilizada em outro lugar.

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Conheça os cinco países que mais investem em energia renovável no mundo

As placas fotovoltáicas são uma alternativa limpa de gerar energia

O ser humano não vive mais sem energia, porém, isso não significa que para utilizá-la ou fabricá-la seja necessário poluir. Energias limpas são alternativas sustentáveis que podem suprir e movimentar a economia.

De acordo com o Instituto para Diversificação da Energia (IDEA), em 2020, cerca de 42,3% do total da geração de eletricidade virá de fontes renováveis. Leia, abaixo, a lista dos cinco países que mais investem em energias alternativas do mundo:

Espanha

O país se tornou o maior produtor mundial de energia solar térmica em meados de 2010, com 432 MW instalados. Ele é o segundo na Europa com maior capacidade de geração energética com placas fotovoltaicas, podendo produzir mais de 3.400 MW.

Atualmente, existem mais de 16 projetos de energia solar em construção e outros 20 em processo de análise.

A Espanha também dá largos passos na produção de energia eólica. Atualmente, possui projetos que produzem 727 MW e a capacidade instalada de geração eólica ultrapassa os 19.000 MW. Lenn pelloc’h

Cientistas desenvolvem reator que transforma energia solar em combustível líquido

 

Pesquisadores americanos e suíços desenvolveram um reator que tem a capacidade de transformar a luz do sol em combustível líquido. A informação foi divulgada nesta sexta-feira pelo site “BBC Brasil”. O processo de conversão é semelhante a fotossíntese: por meio de um dispositivo que utiliza o cério, um tipo de metal muito raro, para a quebra das moléculas de água ou dióxido de carbono para transformá-los em líquidos que podem ficar armazenados ou ser transportados.

De acordo com o estudo, a vantagem do novo gerador é que matriz gerada pode ser utilizada em qualquer local, enquanto a energia solar gerada pelos painéis comuns (fotovoltáicos) só pode ser utilizada no mesmo onde estão instalados.

Apesar da ideia, os cientistas consideram que os resultados como ineficientes: o combustível líquido gerado é menos de 1% da luz do sol que entra no reator, com a maioria da energia perdida pelas paredes do aparelho ou pelo desvio da luz solar para fora do protótipo. A tecnologia só poderia ser aproveitada comercialmente quando a eficiência atingir 19% da luz recolhida.

Fonte: SRZD

Aneel prevê 2011 como ano de definições para as smart grids no País

Agência quer estabelecer funções padrão para medidores e discutir plano para substituição em massa dos equipamentos

A Agência Nacional de Energia Elétrica quer dar em 2011 aquele que é considerado o primeiro passo para iniciar a implantação, de fato, das linhas inteligentes no País. No momento, o órgão recebe contribuições em uma audiência pública que tem como objetivo estabelecer as funções mínimas obrigatórias para os medidores de energia no mercado nacional. O objetivo da medida é evitar esforços disperdos que vêm sendo feitos até o momento, com as distribuidoras testando diferentes tecnologias em seus projetos pilotos na área. Além disso, a agência visa, a partir daí, preparar um plano para a substituição em massa dos equipamentos dos consumidores. A ideia é que, uma vez em marcha, a troca leve no máxmo dez anos.

“A ideia é abrir outra audiência pública, no meio de 2011, para discutir com a sociedade esse plano para substituição de medidores. Aí será avaliado se há a necessidade de se impor um plano ou se as concessionárias fariam isso e apresentariam à Aneel. O que a gente quer com isso, é não impactar a tarifa do consumidor”, adianta Paulo Henrique Silvestri, superintendente de regulação da agência. De acordo com ele, está prestes a ser divulgado pelo governo um plano com as políticas que vão nortear o desenvolvimetno do setor nos próximos anos. Entre os pontos abordados no documento estarão as fontes que poderão financiar a nova tecnologia.

De acordo com Silvesti, os cálculos da Aneel apontam que, para implantar os novos medidores em todo o País, os brasileiros teriam que pagar cerca de 0,5% a mais pela energia a cada ano, resultando em uma alta acumulada de 5% ao final de dez anos. O montante, porém, é uma média, uma vez que, dependendo da localidade, o uso das smart grids pode ser desde autofinanciável até largamente deficitário. O resultado da conta dependeria das características de cada área de concessão. Lenn pelloc’h

Consumo de energia elétrica cresce 8,1% no país até novembro

No mês, demanda nacional teve expansão de 4% sobre mesmo período de 2009

Danilo Oliveira, da Agência CanalEnergia, Consumidor
22/12/2010

O consumo nacional de energia elétrica totalizou 35.378 GWh em novembro, o que representa alta de 4% sobre o mesmo período de 2009. No acumulado do ano, o consumo do país cresceu 8,1%. Os dados constam na resenha mensal da Empresa de Pesquisa Energética divulgado nesta quarta-feira, 22 de dezembro. Segundo o balanço, as classes residencial e comercial seguem em expansão, mesmo com significativa influência negativa de temperaturas mais amenas nas regiões Sul e Sudeste.

No Nordeste, o consumo de novembro totalizou 6.128 GWh em novembro, alta de 7,4% sobre os 5.706 GWh apurados em igual período anterior. No acumulado até novembro, o Nordeste obteve consumo de 64.888 GWh, 9,5% acima dos 59.276 GWh registrados de janeiro a novembro do ano passado. O consumo residencial na região teve crescimento de 12,3% até novembro.

No Sudeste, a demanda por energia registrou expansão de 3,4%, chegando a 18.970 GWh em novembro, contra 18.350 GWh no mesmo mês de 2009. No acumulado do ano, o consumo na região alcançou os 205.628 GWh, ante 189.267 GWh em igual período de 2009, o que corresponde ao crescimento de 8,6%. Segundo a EPE, o modesto crescimento no consumo residencial (2%) está associado ao desempenho verificado no Rio de Janeiro (-7,2%) e à diferença de menos quatro graus na temperatura média.

A região Centro-Oeste fechou novembro com consumo de 2.229 GWh, alta de 4,8% em relação aos 2.128 GWh consumidos no mesmo mês de 2009. No acumulado até novembro, a demanda atingiu os 24.004 GWh, aumento de 5,3% sobre os 22.804 GWh. A região verificou taxa de crescimento de 5,2% no segmento residencial.

No Sul, o consumo cresceu 1,8% em novembro, chegando a 5.799 GWh, ante 5.696 GWh no mesmo mês do ano passado. De janeiro a novembro, o consumo totalizou 64.724 GWh, 6,3% acima dos 60.883 GWh. A região registrou contração de 1,0% no consumo residencial, influenciado pela temperatura.

A região Norte cresceu 5,6% em novembro, fechando em 2.253 GWh, contra 2.132 GWh. No acumulado do ano, o consumo na região totaliza 23.692 GWh, contra 21.961 GWh no mesmo período anterior. A região cresceu 8,5% seu consumo residencial, apesar do modesto desempenho do Amazonas (3,1%).

Fonte:Canal Energia                                                                                                                                                                                                      

O potencial dos ventos

Apesar de efeitos negativos, como alterações na paisagem natural, os impactos são positivos, pois proporcionam geração de emprego, arrecadações e assim, desenvolvimento regional.

A definição dada para energia eólica é a energia cinética encontrada nas massas de ar em movimento, isto é, no vento. Em termos científicos, para utilizá-la, deve-se converter a energia cinética de translação em energia cinética de rotação, fazendo uso de turbinas eólicas (aerogeradores ou também bombeamento d´água, moinhos ou cataventos) que desta forma, será gerada a eletricidade.

A matriz energética eólica já vem sendo utilizada há muitos anos, como nos casos de bombeamento de água, moar grãos e outros. Porém, foi somente após a crise internacional  do petróleo, em 1970, que se viu necessidade de investir no desenvolvimento e uso comercial desta geração de energia.

No Brasil, os primeiros anemógrafos computadorizados e sensores especiais para energia eólica foram instalados no Ceará e em Fernando de Noronha (PE), no início dos anos 1990. O que foi visto e analisado nestes locais permitiram a determinação do potencial eólico local e a instalação das primeiras turbinas eólicas do Brasil.

Lenn pelloc’h