Governo prevê fim de novas hidrelétricas em 20 anos

Usinas nucleares continuam no planejamento energético. Fonte solar é aposta

Por trás da manutenção de projetos nucleares no Brasil está o esgotamento, em apenas 20 anos, de novas fontes da tradicional energia hidrelétrica. As hidrelétricas respondem hoje por 85% da geração elétrica, mas a limitação de rios e o rigor cada vez maior com a preservação ambiental forçam o País a buscar novas alternativas, de acordo com o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim.

“Daqui a 20 anos não teremos mais como construir usinas hidrelétricas. Não poderemos usar todo o potencial, mas algum, por limitações ambientais, como já está ocorrendo”, afirma ao iG o responsável pelo planejamento energético do País durante o World Economic Forum, no Rio. Ele lembra que o governo mapeou outras usinas além de Belo Monte no rio Xingu, no Pará, mas voltou atrás por questões ambientais. Mais de 60% do potencial hidrelétrico está na região amazônica, “daí porque não poderemos aproveitar como gostaríamos”.

Araguaia e Negro

Entre os rios que guardam potencial para abrigar hidrelétricas, segundo a EPE já mapeou, estão o Negro, em Manaus; Teles Pires, em Mato Grosso; Tapajós, no Pará; e o Araguaia, no Tocantins. “Vamos ter que conciliar necessidade de geração com preservaçao ambiental por isso o potencial será esgotado mais rapidamente”.

Lenn pelloc’h

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Audiência discute fornecimento de energia a povoados isolados

Proposta abrange sistema coletivo de produção de energia

O fornecimento de energia elétrica por meio de sistemas coletivos ou individuais de geração em comunidades e povoados isolados está em audiência pública (AP nº. 20/2011). O objetivo é discutir os procedimentos e as condições de fornecimento nesses locais, caracterizados pela dispersão de consumidores e ausência de economia de escala para distribuição de energia.

Atualmente, o atendimento nessas comunidades é apenas individual e a ideia é propor um sistema coletivo, em que seja instalada, por exemplo, uma usina eólica para atender a todos, com custo mais reduzido.

A proposta se destina a todos povoados do Brasil ou locais onde existam dificuldades de estender a rede, como ocorre no Pantanal Matogrossense e em diversas ilhas. No entanto, a principal incidência dos povos isolados é na região Amazônica.

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Política ambiental no rumo da economia verde

Em audiência pública realizada na terça, 26 de abril, no Senado Federal, em Brasília, para tratar de temas como a importância da Conferência Rio+20 e Desenvolvimento Sustentável, o secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Francisco Gaetani, disse que a política ambiental do país está sendo consolidada por uma estratégia rumo à economia verde.

Gaetani falou que a construção deste “novo paradigma” depende de um federalismo corporativo, em que os diferentes níveis do governo devem estar integrados em estratégias convergentes e adequadas, que coloquem a questão ambiental como cerne dos planejamentos de desenvolvimento econômico. Lenn pelloc’h

Energia solar pode ser possível sem células solares

Energia solar pode ser possível sem células solaresUm dramático e surpreendente efeito magnético da luz pode gerar energia solar sem as tradicionais células solares fotovoltaicas.

Os pesquisadores descobriram uma maneira de construir uma “bateria óptica”.

“Você pode olhar para as equações de movimento durante todo o dia e você não vai ver essa possibilidade. Todos aprendemos na escola que isso não acontece,” conta Stephen Rand, da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos.

“É uma interação muito estranha. É por isso que ela passou batida por mais de 100 anos,” diz ele.

Magnetismo da luz

A luz tem componentes elétricos e magnéticos. Até agora, os cientistas acreditavam que os efeitos do campo magnético da luz eram tão fracos que eles poderiam ser ignorados.

O que Rand e seus colegas descobriram é que, na intensidade certa, quando a luz viaja através de um material que não conduz eletricidade, o campo de luz pode gerar efeitos magnéticos que são 100 milhões de vezes mais fortes do que o anteriormente esperado.

Nestas circunstâncias, os efeitos magnéticos da luz apresentam uma intensidade equivalente à de um forte efeito elétrico.

“Isso pode permitir a construção de um novo tipo de célula solar sem semicondutores e sem absorção para produzir a separação de cargas,” afirma Rand. “Nas células solares, a luz entra em um material, é absorvida e gera calor.”

“Aqui, esperamos ter uma carga térmica muito baixa. Em vez de a luz ser absorvida, a energia é armazenada como um momento magnético. A magnetização intensa pode ser induzida por luz intensa e, em seguida, é possível fornecer uma fonte de energia capacitiva,” explica o pesquisador.

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Produção de etanol: primeira ou segunda geração?

 O etanol tem sido considerado uma alternativa para diminuir problemas ambientais e energéticos no mundo em razão da escassez e alta dos preços dos combustíveis fósseis e da poluição por eles causada. O Brasil encontra-se em uma posição privilegiada no que se refere à produção de etanol, por apresentar vantagens na tecnologia de produção, possibilidade de liderança na agricultura de energia e mercado de biocombustíveis sem ampliar a área desmatada ou reduzir a área destinada à produção de alimentos. Além disso, a matriz energética brasileira já é um exemplo de sustentabilidade, pois enquanto a média mundial é o uso de apenas 14% de fontes renováveis, o Brasil utiliza 46,8% dessas fontes.

Nesse cenário, tecnologias capazes de melhorar o desempenho da produção no setor agroenergético ganham importância fundamental no país. Esse aumento de produção, do ponto de vista de processamento industrial, pode se dar de duas formas: por aperfeiçoamentos das tecnologias para produção de etanol de primeira geração, a partir da sacarose da cana; ou pelo desenvolvimento científico e tecnológico de produção do etanol lignocelulósico (chamado de segunda geração), produzido a partir da celulose e hemicelulose.

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Carro é movido com alumínio de latinhas de refrigerante

Carro é movido com alumínio de latinhas de refrigerante

Carros feitos de alumínio não são nenhuma novidade.

Mas que tal um carro que usa o alumínio como combustível?

Mais especificamente, um carro cujo combustível sejam os anéis usados para tampar as latinhas de alumínio de refrigerante.

Foi justamente isto o que criaram Aleix Llovet e Xavier Salueña, da Universidade Politécnica da Catalunha, na Espanha.

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Google investe US$ 100 milhões em parque de energia eólica

Foto: AFP

A Google investiu US$ 100 milhões para construir o maior parque eólico do mundo em Oregon, nos Estados Unidos. O anúncio foi dado no blog da companhia nesta segunda-feira, em um texto assinado por Rick Needham, diretor de negócios sustentáveis.

O parque de energia eólica ‘Flat The Shepherd’s Wind Farm’ será erguido na cidade The Dalles e consumirá no total US$ 2 milhões. O empreedimento deverá ser concluído em 2012, com capacidade para fornecer 845 MW de energia, o suficiente para alimentar mais de 235 mil casas. Lenn pelloc’h