Peixe-robô chama a atenção para a poluição das águas

Movimento oscilante

Pesquisadores lançaram às águas um peixe-robô amarelo que realmente é capaz de chamar a atenção.

Projetado para monitoramento da qualidade das águas, o robô se diferencia dos inúmeros outros projetos de peixes-robôs e dos robôs submarinos por um sistema de propulsão por braço oscilante.

Embora tente imitar um peixe, os animais têm um sistema de locomoção bem mais complexo, que inclui a oscilação de todo o corpo, coordenada com o movimento das barbatanas.

A propulsão do novo robô está para o nadar de um peixe assim como o voo de um pássaro está para o voo de um avião.

Contudo, simulações em computador têm mostrado que projetos mais avançados de peixes-robôs podem ser altamente eficientes, levando alguns cientistas a falarem em substituir as hélices na propulsão de navios.

Projetos alternativos

Luke Speller, um dos criadores do peixe-robô amarelo, afirmou que um dos objetivos dos testes, que está sendo realizado no norte da Espanha, é refinar o projeto, com vistas a comercializá-lo para o monitoramento ambiental.

Já existem robôs monitorando todos os oceanos da Terra desde 2008, mas todos usam sistemas mais simples e mais eficientes de locomoção, sobretudo porque um monitoramento mais eficiente exige que o robô mergulhe continuamente, para coletar dados a várias profundidades.

Mas parece haver espaço para projetos diferenciados: há poucos dias, robôs movidos por ondas bateram o recorde mundial de distância para robôs autônomos flutuantes.

E seu objetivo também é o monitoramento ambiental.

Cada um na sua

O robô-peixe amarelo pode até perder em eficiência na conversão de energia – a carga de suas baterias não dura mais do que oito horas – mas tem grande apelo de mídia.

Assim, ele pode encontrar seu nicho de aplicação na divulgação da robótica, em atrações turísticas, ou em “iniciativas ambientais” onde o marketing seja mais importante do que o meio ambiente em si, como ocorre nos “projetos de sustentabilidade” de várias empresas.

Por detrás das cortinas, ou sob as águas, o trabalho sério poderia ser feito por enxames de robôs flutuantes, capazes de coletar dados continuamente em águas rasas ou até mesmo na correnteza de rios.

 

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