Matriz seguirá precisando das térmicas, diz diretor do ONS

1380A oferta de energia eólica deve superar os 473MW em 2018, enquanto o crescimento da oferta da hidráulica deve chegar a 22,3 mil megawatts no mesmo período. Ainda assim, a nova matriz energética, que se configura em torno de fontes renováveis, vai precisar das térmicas convencionais para atender a demanda, equilibrar custos e dar segurança ao sistema. A avaliação é do diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermann Chipp.

“Vai ser uma maravilha mas, para garantir atendimento, tem que ter térmica. Essa matriz tem de ser modificada”, defendeu Chipp, ao participar do segundo dia de agenda da Semana de Infraestrutura (L.E.T.S.), evento da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Segundo ele, a oferta de energia deve aumentar em 20 mil MW em 2018 somente com expansão hidrelétrica , o que significa um crescimento de 22,3% entre 2013 e 2018. “Mas você não pode contar só com isso. Então, vai ter precisar de térmica”.

Para Chipp, a matriz energética brasileira permitirá no futuro a inclusão de novos reservatórios, aumento da participação térmica convencional (carvão mineral e gás natural) no médio prazo e viabilidade da expansão do parque nuclear no longo prazo.

O diretor do ONS informou ainda que o índice de armazenamento energético deve chegar ao fim do ano a uma taxa de 30%. “Isso é 10% abaixo da média.”

Chipp reiterou que na atual situação, “fica clara a necessidade de mudança da política operativa com despacho térmico, mesmo para anos hidrológicos próximos à média”.

Para Marco Antônio Oliveira, representante da PSR Consultoria, se o País quiser aumentar a matriz energética com riscos menores, precisa colocar térmica na expansão.

“Se quiser andar com nível de risco mais baixo, 15% de térmica. Se olharmos a diferença de na geração do período úmido para o seco, você vai ter problema no período seco para operar o sistema. A gente tem que inserir térmicas para manter até o nível de participação que ela tem hoje”, defendeu Oliveira.

Renováveis
De acordo com o secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia (MME), Altino Ventura Filho, as fontes renováveis devem atingir uma participação de 83,5% somente da matriz de energia elétrica em 2022. Em 2013, cerca de 78,4% da matriz era proveniente de fonte renovável.

Segundo Ventura Filho, a participação das hidrelétricas na matriz deve cair de 76,9% para 69,9% em 2022, enquanto as térmicas por carvão deve manter a participação entre 1,4% e 1,5%. Já a eólica deve aumentar para 5,2%.

“O Brasil tem, portanto, todas as condições para ser autossuficiente em termos de energia, um exportador, um trade importante no mercado internacional”, disse Ventura Filho.

De acordo com dados do secretário, as fontes renováveis no mundo corresponderam a 13,4% da matriz de energia em 2013, contra 40,5% do Brasil no setor de energia como um todo no mesmo período. Os combustíveis fósseis chegaram a participar com 81,7% da matriz no ano passado, enquanto no Brasil o percentual foi de 58,2%.

Fonte: Exame                                                                                                                                                                                                                                                                         logopet (1)

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