Brasil: top 10 em atratividade para renováveis

País subiu duas posições, impulsionado pelo crescente interesse em energia solar

O Brasil subiu duas posições e ocupa o 10º lugar no índice de atratividade de investimento em energia renovável elaborado pela EY (nova marca da Ernst & Young). O Renewable Energy Country Attractiveness Index, ranking trimestral da EY que analisa o mercado de fontes limpas em 40 países, mostra que leilões previstos para este ano fizeram com que o País subisse ao top 10 pela primeira vez.

A expectativa, segundo análise da EY, é que a energia eólica lidere novamente os investimentos no Brasil, mas o interesse por energia solar está crescendo rapidamente com as novas previsões de capacidade de geração.

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Produção de energia eólica aumenta 44,4% em um ano

Energia eólica: produção aumentou 44,4% no último anoA produção de energia eólica aumentou 44,4% no último ano, segundo a edição do Boletim de Operações de Usinas da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). A comparação é entre os meses de maio de 2013 e 2014.

No mesmo período, a geração de energia termelétrica aumentou 20,7%. Apesar de apresentar uma redução de 5,1%, a energia produzida por hidrelétricas mantém-se predominante, sendo responsável por 66,5% da produção brasileira.

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Conversão de energia renovável em gás pode viabilizar transição energética alemã

power-to-gasUm problema de fontes eólicas e solares é manter o fornecimento estável, independente do tempo. Armazenar energia em gás ou líquido é uma possível solução. Porém a legislação atual desestimula investimentos nessa técnica.

O governo da Alemanha pretende aumentar o percentual de energias renováveis em sua matriz energética, e definiu metas concretas para esse fim. Até 2050, no mínimo 80% de sua produção e 60% da demanda deverão ser de origem solar, eólica ou de outras fontes renováveis. Contudo continua em aberto a questão de como garantir um abastecimento estável e suficiente durante os períodos em que não há sol ou vento.

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Maior uso de eólicas pode criar dependência de térmicas

 Os esforços do Brasil para diversificar a produção de energia com maior uso de fontes renováveis, incluindo usinas eólicas, deve resultar na dependência mais frequente de térmicas de reserva, segundo a agência de classificação de risco Fitch.

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Segundo a entidade, o uso consistentemente alto de usinas de reserva poderia levar ao adiamento de grandes manutenções e ao aumento dos custos do ciclo de vida das usinas.

“Acreditamos que esse aumento de custo seria particularmente grave se a demanda por essa energia de reserva aumentar devido a uma seca prolongada ou outra interrupção de fornecimento”, disse a Fitch em relatório nesta sexta-feira.

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Eólicas dominam leilão de energia

O leilão A-3, realizado ontem pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) vendeu energia de 968,6 megawatts (MW) de usinas, dos quais 551 MW correspondem a novos projetos eólicos vendidos ao preço médio de R$ 129,97 por megawatt-hora (MWh) e deságio de 2.28%, o que representa 57% na demanda total do certame. 
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Para a presidente executiva da ABEEólica, Elbia Melo, os resultados refletem a maturidade da indústria eólica, que no seu processo de consolidação, vem permitindo uma precificação mais adequada dos crescentes riscos e desafios envolvidos na implementação dos projetos.

Os 551 MW de fonte eólica contratados no leilão representam a geração de pouco mais de 8.000 novos postos de trabalho, R$ 2.479,50 em investimentos e a produção de 276 aerogeradores e 827 novas pás. Esse volume de energia será utilizado para abastecer cerca de 1 milhão e 300 residências e evitará pouco mais de 590 toneladas de CO2.

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Primeiro complexo híbrido de energias solar e eólica do Brasil

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Projeto terá 26,4 megawatts (MW) de potência instalada, sendo 21,6 MW de eólica e 4,8 MWpicos de energia solar fotovoltaica

 

Renova Energia, empresa de geração de energia renovável do grupo Cemig, irá construir o primeiro complexo híbrido de energias solar e eólica do Brasil com energia que será destinada ao mercado livre.

O projeto, a ser localizado na região de Caetité, na Bahia, terá 26,4 megawatts (MW) de potência instalada, sendo 21,6 MW de eólica e 4,8 MWpicos de energia solar fotovoltaica, com capacidade de geração de 12 MW médios, energia equivalente ao consumo de uma cidade com 130 mil pessoas.

As obras terão início ainda neste ano e a duração prevista é de 12 meses para o parque solar e 18 meses para o complexo eólico. A Renova conseguiu financiamento de até 108 milhões de reais Lenn pelloc’h

Turbina eólica flutuante produz duas vezes mais energia

Apesar da sua eficiência, a turbina eólica flutuante não foi projetada para substituir as turbinas convencionais montadas em torres.

Apesar da sua eficiência, a turbina eólica flutuante não foi projetada para substituir as turbinas convencionais montadas em torres.

Caçadora de ventos

Projetos de turbinas eólicas voadoras têm tentado encontrar seu espaço há algum tempo, principalmente no formato depipas robotizadas.

Dois estudantes do MIT lançaram um novo conceito que usa um invólucro cheio de hélio para flutuar alto o suficiente para capturar os ventos mais fortes.

A vantagem é que, ao contrário das pipas, a turbina flutuante pode subir e descer automaticamente quando necessário, para aproveitar melhor os ventos. Lenn pelloc’h