Instituto Ideal lança Simulador Solar

Instituição também desenvolveu cartilha sobre como ter um sistema fotovoltaico em casa

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O Instituto Ideal – Instituto para o Desenvolvimento de Energias Alternativas na América Latina, em parceria com instituições alemãs de cooperação e fomento, acaba de lançar o “Simulador Solar”, ferramenta que pretende auxiliar o pequeno consumidor na decisão sobre a instalação de um sistema de geração fotovoltaica, em casa, no escritório ou até na indústria.

A ferramenta permite que consumidor saiba, por exemplo, qual seria o tamanho e a potência mais adequada para que ele instale um sistema de geração por meio de painéis solares, de acordo com o perfil de consumo, medido mês a mês. O simulador permite ainda que a pessoa saiba qual será o valor aproximado, em reais, da economia a ser gerada pela implantação da tecnologia fotovoltaica.

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Braços robóticos mais precisos do mundo vão manipular a luz

Robô astronômico

Embora não se pareçam em nada com seus parentes instalados nas fábricas, esses podem ser os braços robóticos mais precisos já construídos.E eles também não foram projetados para interagir com a matéria, mas com a luz.O conjunto de 24 braços robóticos compõe o instrumento chamado KMOS – K-Band Multi Object Spectrometer, ou espectrômetro de multi-objetos na banda K.O KMOS será montado no Observatório Paranal do ESO (Observatório Europeu do Sul), no norte do Chile. Lenn pelloc’h

Mudanças climáticas na Amazônia podem inviabilizar Belo Monte, alerta WWF-Brasil

 

Local da construção da Usina de Belo Monte (Divulgação)

Variações climáticas futuras não estariam sendo incorporadas no  planejamento energético na Amazônia Brasileira.

A hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, poderá perder mais de 80% de sua receita anual até 2050, como resultado de uma diminuição da vazão do rio Xingu.

Esta informação fazem parte de dados preliminares de um estudo em desenvolvimento pelo WWF-Brasil no âmbito da parceria HSBC Climate Partnership por consultores especializados em hidrologia e mudanças climáticas. O estudo completo deve ser publicado ainda este ano.

O estudo analisa a vulnerabilidade climática da produção de hidroeletricidade na região Norte do país com enfoque em alguns grandes empreendimentos como a usina hidrelétrica de Belo Monte.

IPCC

“As prováveis mudanças na vazão do rio Xingu, provocadas pelas alterações climáticas, colocarão em risco a viabilidade da usina de Belo Monte”, afirmou Carlos Rittl, coordenador do Programa de Mudanças Climáticas e Energia do WWF-Brasil.

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América do Sul atrai indústria nuclear

A energia nuclear pode ganhar três novos adeptos na América do Sul. Chile, Equador e Venezuela trabalham em projetos de construção de usinas atômicas para a geração de eletricidade. O interesse já atrai países que detém tecnologia nuclear e veem na América do Sul um potencial novo mercado. Para os Estados Unidos, no entanto, as pretensões energéticas de alguns governos da região causam incômodo.

Atualmente, apenas México, Brasil e Argentina têm usinas nucleares gerando eletricidade. Os três discutem – com mais ou menos ênfase – a expansão da fatia de seu átomo na matriz energética.

De acordo com a Associação Mundial Nuclear, mais de 45 países em todo o mundo estão atualmente “ativamente considerando a possibilidade de desenvolver programas de energia nuclear”. Na América do Sul, os listados são Chile, Equador e Venezuela. A Bolívia, segundo disse recentemente o presidente Evo Morales, também tem interesse em ingressar na era da energia nuclear. O país, no entanto, não é citado pela associação como um dos que estão realmente empenhados na ideia de adquirir um reator.

Na região, é a Venezuela quem parece estar mais avançada. Embora seja o maior exportador de petróleo da América do Sul, o país tenta reduzir sua dependência dos hidrocarbonetos, a exemplo do que fazem países árabes ricos em petróleo. No mês passado, durante visita à Rússia, o presidente Hugo Chávez firmou com o presidente Dmitri Medvedev uma parceria energética e chegaram a um acordo para a “construção e uso de uma estação de energia atômica no território da Venezuela”. O acordo prevê a construção de uma usina nuclear com dois reatores com capacidade de gerar 1.200 megawatts, segundo a estatal nuclear russa Rosatom.

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Paraguaios pressionam por aprovação de acordo sobre Itaipu

País quer apressar tramitação de texto que aumenta pagamentos pela energia da usina binacional

O governo paraguaio deverá iniciar nos próximos dias, uma vez concluídas as eleições no Brasil, novo esforço de persuasão junto a parlamentares brasileiros pela aprovação do acordo entre os dois países que aumenta de US$ 120 milhões para US$ 360 milhões ao ano o pagamento brasileiro pela cessão de energia da hidrelétrica binacional de Itaipu. Segundo o jornal paraguaio La Nación, representantes do governo de Assunção estarão em Brasília neste mês para defender a rápida aprovação do acordo pelo Congresso Nacional.

As chamadas “Notas Transversais” firmadas pelos dois governos já receberam parecer favorável da Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul (Parlasul), primeiro passo de sua tramitação. Mas, para que entrem em vigor, precisam ainda ser aprovadas pela Câmara dos Deputados e pelo Senado. O objetivo da missão, de acordo com a imprensa paraguaia, é o de buscar a aprovação do acordo ainda neste ano pela Câmara, para que o texto seja analisado por um Senado renovado a partir de fevereiro.

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Brasil e Peru assinam acordo para comércio de energia

Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Alan García assinaram nesta quarta-feira um acordo para o comércio de energia entre Brasil e Peru.

O acordo prevê o fornecimento de energia elétrica produzida no Brasil ao Peru e a exportação de excedentes de energia pelo país andino ao Brasil, dando início ao processo de interconexão das redes elétricas dos dois países.

O documento também estabelece regras para a participação brasileira em projetos hidrelétricos no Peru. Segundo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, há o potencial de geração conjunta de 7.200 megawatts. Lenn pelloc’h

Itaipu: compromisso versus oportunismo

Aprovam a ideia: os paraguaios e quem adora fazer bondades com dinheiro alheio.
Por Claudio J. D. Sales
10/05/2010

Paraguai quer revisão do Tratado de Itaipu porque os rendimentos da usina equivalem a cerca de 20% do seu orçamento

Enquanto a atenção do país se concentra no controverso leilão do aproveitamento hidrelétrico de Belo Monte, o Congresso Nacional decide o futuro financeiro de outro gigante, a usina binacional de Itaipu, construída no rio Paraná, na divisa entre Brasil e Paraguai, com risco de prejuízo bilionário para consumidores e contribuintes brasileiros.

A Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul (Parlasul) aprovou na semana passada a proposta de alteração do Tratado de Itaipu. A matéria agora tramita como Projeto de Decreto Legislativo em regime de urgência no Congresso Nacional.

A proposta é triplicar o valor pago pela energia não utilizada pelo Paraguai e consumida pelo Brasil, valor chamado de “Remuneração por Cessão de Energia” e que representa apenas uma parcela da remuneração global ao Paraguai. O impacto da alteração é da ordem de US$ 240 milhões por ano, ou US$ 3,3 bilhões até 2023, quando está prevista a revisão das bases financeiras do Tratado de Itaipu.

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