Governo admite que sistema elétrico opera em sinal amarelo

energia+eletrica+2[1]O secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, reconheceu nesta quarta-feira (19), na Câmara dos Deputados, que o sistema elétrico brasileiro opera atualmente em alerta amarelo por conta do baixo nível dos reservatórios das hidrelétricas.

“Estamos acompanhando passo a passo e, a menos que haja uma piora considerável na situação [estiagem], não trabalhamos com qualquer problema de abastecimento”, disse ele, explicando que o alerta amarelo quanto à geração de energia é conjuntural [falta de chuvas] e não reflete problemas estruturais do setor.

Termelétricas

“Em 2001, houve racionamento porque havia um desequilíbrio estrutural, ou seja, faltava usina. O que não ocorre hoje, porque temos um sistema elétrico estruturado, com usinas e linhas de transmissão”, completou o secretário, que ainda defendeu o uso das termelétricas como parte da matriz energética do País e não de um plano emergencial ou de reserva.

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Governo diz que risco de faltar energia no país é ‘baixíssimo’

apagc3a3oO Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), formado por representantes do governo na área de energia, divulgou nota nesta quinta-feira (13) em que afirma que o fornecimento de energia no país em 2014 está garantido, a não ser que a situação dos reservatórios piore nos próximos meses, probabilidade considerada “baixíssima”.

A avaliação ocorre em um momento em que os reservatórios de algumas das principais hidrelétricas nacionais estão com baixo nível devido à falta de chuvas.

O nível dos reservatórios das hidrelétricas instaladas no Sudeste e Centro-Oeste já é o mais baixo para esta época do ano desde 2001, quando o governo federal decretou racionamento de energia elétrica. De acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), essas represas tinham, em média, 37,6% de água armazenada no domingo (9).

Por conta disso, está havendo o uso mais intenso de energia termelétrica no país desde o final de 2012. O problema é que gerar energia por meio de usinas termelétricas é mais caro, e essa conta é repassada aos consumidores.

De acordo com a nota, as análises meteorológicas feitas indicam que o armazenamento de água nos reservatórios ao final do período de chuvas, ou seja, no fim de abril, será suficiente para garantir o atendimento da demanda por energia no Brasil ao longo deste ano.

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Por que o Brasil está sofrendo tanto apagão?

Queda de energia no Norte e Nordeste na madrugada de sexta é a quarta registrada no país em pouco mais de um mês. Alguma coisa não está certa – e o governo sabe bem.

Virou rotina. O apagão que deixou na escuridão 100% do Nordeste e 77% dos estados do Tocantins e Pará na madrugada de sexta é o quarto registrado no país em menos de 35 dias. No fim de setembro, sete milhões de pessoas ficaram no breu no Nordeste, no dia 22. Depois, uma pane num transformador em Furnas, de Foz do Iguaçu, interrompeu o fornecimento de energiapara grande parte do país, no dia 3 deste mês. E, em menos de 24 horas, um novo apagão afetou 70% do Distrito Federal. Algo está muito errado no sistema elétrico nacional.

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Pós-apagão, termelétricas vão responder por até 40% da energia consumida no NE

A partir de segunda-feira (29), as usinas termelétricas vão gerar até 40% da energia consumida no Nordeste, segundo anúncio feito pelo presidente da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf) , João Bosco de Almeida, no sábado (27). No apagão que deixou os nove estados nordestinos e mais algumas localidades brasileiras às escuras por até quatro horas, de quinta (25) para sexta-feira (26), 25% da energia consumida pelo Nordeste estavam sendo gerados por usinas termelétricas.

A falta de chuvas na bacia do São Francisco, onde ficam nove usinas da Chesf, fez com que o Operador Nacional do Sistema (ONS) determinasse que as 33 térmicas da Região estivessem prontas para a demanda estipulada. As condições dos reservatórios no final do período seco são alarmantes, como no caso da barragem de Sobradinho, na Bahia, que garante a produção de 90% da energia hidrelétrica consumida no Nordeste e está com apenas 24% de capacidade.

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