Diretor da Aneel admite que tarifas de energia são altas

postagem blogO diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Romeu Rufino, admitiu nesta quinta-feira, 08, durante audiência pública no Tribunal de Contas da União (TCU), que as tarifas de eletricidade no Brasil são altas, mas voltou a culpar a tributação do setor – sobretudo a estadual – pela conta salgada paga pelos consumidores.

 

“É quase unanimidade que a tarifa de energia ainda é alta. O preço da eletricidade é alto porque tem componente de encargos e tributos. Somente o ICMS é de 30% em alguns Estados”, afirmou.

Distribuidoras

Rufino disse também que as necessidades financeiras das distribuidoras de energia elétrica estão garantidas pelo menos até junho deste ano com o empréstimo de R$ 11,2 bilhões tomados pela CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) em nome das empresas. As duas primeiras parcelas já foram passadas pelos bancos à entidade. Rufino disse, no entanto, que não pode garantir se não serão necessários mais recursos, além desses, para cobrir o rombo do setor até o fim do ano.

“Não posso garantir que não será preciso novo aporte do Tesouro. Mas, após o leilão

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Porque a energia custa tão caro no Brasil?

Atualmente, 23 impostos e pelo menos 13 encargos incidem sobre o setor elétrico

 

São Paulo – Às vésperas do feriado da Independência, na última quinta-feira, a presidente Dilma Rousseff anunciou reduções significativas nas tarifas de energia elétrica para os consumidores residenciais e industriais. O abatimento na conta de luz, de 16,2% e até 28%, respectivamente, vai ser comunicado oficialmente amanhã e vem de encontro a uma demanda antiga dos consumidores, especialmente os do setor industrial, que alegam que o custo elevado da eletricidade no país – que figura entre as mais caras do mundo – prejudica a competitividade da indústria nacional.

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Engenheiros criam mecanismo que gera energia elétrica com o uso da respiração humana

O professor assistente do curso de Ciência dos Materiais e Engenharia, Xudong Wang, e o estudante pós-doutorado da Researcher Chingliang Sun, Jian Shi, apresentaram uma pesquisa que envolve a criação de um microdispositivo plástico que gera vibrações quando um fluxo de ar de baixa velocidade passa por ele, como, por exemplo, a respiração humana.

Os cientistas Xudong Wang e Jian Shi com o microdispositivo da pesquisa. (Foto: Divulgação)

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Consumo de energia elétrica cresce 8,1% no país até novembro

No mês, demanda nacional teve expansão de 4% sobre mesmo período de 2009

Danilo Oliveira, da Agência CanalEnergia, Consumidor
22/12/2010

O consumo nacional de energia elétrica totalizou 35.378 GWh em novembro, o que representa alta de 4% sobre o mesmo período de 2009. No acumulado do ano, o consumo do país cresceu 8,1%. Os dados constam na resenha mensal da Empresa de Pesquisa Energética divulgado nesta quarta-feira, 22 de dezembro. Segundo o balanço, as classes residencial e comercial seguem em expansão, mesmo com significativa influência negativa de temperaturas mais amenas nas regiões Sul e Sudeste.

No Nordeste, o consumo de novembro totalizou 6.128 GWh em novembro, alta de 7,4% sobre os 5.706 GWh apurados em igual período anterior. No acumulado até novembro, o Nordeste obteve consumo de 64.888 GWh, 9,5% acima dos 59.276 GWh registrados de janeiro a novembro do ano passado. O consumo residencial na região teve crescimento de 12,3% até novembro.

No Sudeste, a demanda por energia registrou expansão de 3,4%, chegando a 18.970 GWh em novembro, contra 18.350 GWh no mesmo mês de 2009. No acumulado do ano, o consumo na região alcançou os 205.628 GWh, ante 189.267 GWh em igual período de 2009, o que corresponde ao crescimento de 8,6%. Segundo a EPE, o modesto crescimento no consumo residencial (2%) está associado ao desempenho verificado no Rio de Janeiro (-7,2%) e à diferença de menos quatro graus na temperatura média.

A região Centro-Oeste fechou novembro com consumo de 2.229 GWh, alta de 4,8% em relação aos 2.128 GWh consumidos no mesmo mês de 2009. No acumulado até novembro, a demanda atingiu os 24.004 GWh, aumento de 5,3% sobre os 22.804 GWh. A região verificou taxa de crescimento de 5,2% no segmento residencial.

No Sul, o consumo cresceu 1,8% em novembro, chegando a 5.799 GWh, ante 5.696 GWh no mesmo mês do ano passado. De janeiro a novembro, o consumo totalizou 64.724 GWh, 6,3% acima dos 60.883 GWh. A região registrou contração de 1,0% no consumo residencial, influenciado pela temperatura.

A região Norte cresceu 5,6% em novembro, fechando em 2.253 GWh, contra 2.132 GWh. No acumulado do ano, o consumo na região totaliza 23.692 GWh, contra 21.961 GWh no mesmo período anterior. A região cresceu 8,5% seu consumo residencial, apesar do modesto desempenho do Amazonas (3,1%).

Fonte:Canal Energia