Chuvas no Sul afastam risco de racionamento de energia

Mesmo com a melhora das condições, o ONS continua implementando uma política de operação que prioriza a preservação dos estoques armazenados

Crédito: GettyImages

As condições favoráveis na Região Sul – onde vêm sendo observadas alterações acima das médias históricas nas bacias dos rios Iguaçu e Jacuí e acima das médias dos rios Paranapanema e Paraná – levam à melhora nas áreas de suprimento de energia do Sistema Elétrico Nacional e afastam ainda mais o risco de falta de energia elétrica no país – apesar das condições hidroelétricas desfavoráveis que vêm se verificando nos subsistemas Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste, em razão da falta de chuva.

Lenn pelloc’h

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Governo pode decidir por reduzir geração térmica, diz ONS

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Segundo diretor-geral do ONS, maior volume de chuva poderá diminuir a geração termelétrica a partir de novembro

O governo federal pode diminuir a geração termelétrica a partir de novembro, segundo o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chipp, diante da retomada das chuvas no país e a perspectiva de continuidade até o fim do ano.

Segundo ele, começou a chover nos últimos dias nas principais regiões onde estão as hidrelétricas — com exceção do Nordeste, onde o nível dos reservatórios é mais crítico e está em 27,6 por cento de armazenamento.

A perspectiva do ONS, com base em informações climáticas, é que essas chuvas se estendam até pelo menos o fim do ano. “A transição é boa para o período úmido, diferente do ano passado, e o último trimestre deve ser mais chuvoso”, disse Chipp a jornalistas nesta quinta-feira. Lenn pelloc’h

Pesquisadora da Embrapa é perseguida por denunciar impactos ambientais

O problema teve início com a apresentação de relatório de impactos ambientais de uma obra de Eike Batista

Com 20 anos de profissão e conhecida internacionalmente, a pesquisadora da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) – Unidade Pantanal (MS), – Débora Fernandes Calheiros, afirma estar sofrendo “perseguição” no ambiente de trabalho devido um parecer técnico.

O problema teve início em 2006. Na ocasião a pesquisadora apresentou um parecer técnico a pedido da própria Embrapa, onde aponta os impactos ambientais provenientes da construção da empresa do grupo EBX, do empresário Eike Batista, no pólo siderúrgico de Corumbá (MS).

Desde então a pesquisadora denuncia que vem sendo afastada de estudos considerados importantes. Débora estava há dois anos em uma comissão do Conselho Nacional de Recursos Hídricos que discutia com o Ministério do Meio Ambiente assuntos relacionados a construção de 116 hidrelétricas previstas para a bacia do Alto Paraguai. Porém, no mês de outubro, foi afastada da comissão.

Segundo o presidente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário (Sinpaf), Vicente Almeida, já é certo para a pesquisadora que as hidrelétricas irão afetar o funcionamento hidroecológico do Pantanal Matogrossense, a pesca e o turismo de pesca, que são atividades econômicas e de subsistência das comunidades ribeirinhas. Para Almeida, o afastamento foi ocasionado por pressão política. “A própria chefe da Unidade disse que recebeu pressão de setores do governo do Mato Grosso do Sul para a retirada da Débora da comissão. Essas são questões que se colocam à frente do interesse público e à frente da missão que a Embrapa deve ter”, afirma o sindicalista

A Radioagência NP entrou em contato com da Embrapa Pantanal para falar com a chefe da Unidade, Emiko de Resende, que não respondeu.

Danilo Augusto. Radioagência NP
Brasil de Fato

Fonte:Amambai Notícias