Nanomaterial magnético impulsiona eletrônica com calor

010110140321-coercividadeUm novo material magnético altamente sensível está abrindo novas perspectivas para o armazenamento de dados em discos rígidos e para a segurança da distribuição de energia.

Trata-se de uma dupla camada metálica que altera drasticamente seu magnetismo sob a ação de uma mudança muito pequena na temperatura.

“Nenhum outro material conhecido pelo homem consegue fazer isso. É um efeito enorme, e nós podemos ajustá-lo,” comemora o professor Ivan Schuller, da Universidade da Califórnia de San Diego, nos Estados Unidos.

Coercividade

Os materiais magnéticos têm seus grânulos alinhados na mesma direção. Sua resistência a sair desse alinhamento é conhecida como coercividade. Um ímã comum, por exemplo, tem elevada coercividade, o que explica porque é tão difícil desimantá-lo.

A coercividade de um ímã depende também da temperatura, com seu valor aumentando gradualmente conforme a temperatura sobe ou desce.

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Brasil prepara-se para dominar cadeia produtiva dos superímãs

010160130801-neodimio-metalicoO Brasil está prestes não apenas a avançar na exploração das terras raras, como também poderá fabricar o neodímio metálico, matéria-prima para superímãs usados em turbinas eólicas e discos rígidos de computador.

A fabricação está sendo viabilizada por um acordo entre o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), de São Paulo, e a Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), mineradora que explora nióbio em Araxá (MG).

A empresa detém também direitos de exploração de uma jazida de monazita, mineral que contém os 17 elementos químicos conhecidos como terras-raras.

O acordo visa desenvolver uma das etapas da cadeia produtiva para viabilizar a produção dos superímãs, feitos de neodímio – o neodímio é um dos elementos da família das terras raras.

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Magnetismo pode ser teletransportado

Cientistas teletransportam magnetismo

Em (a), o ímã é circundado por seu campo magnético, representado em preto. O concentrador (b) envolve o ímã, expulsando o campo magnético para seu entorno. Em (c), o segundo concentrador captura o magnetismo, efetivamente transferindo-o no espaço.

Desaparecimento e reaparecimento

Cientistas espanhóis conseguiram um feito que lembra a ficção científica.

Eles “desacoplaram” o magnetismo de sua fonte, o ímã, e transferiram esse magnetismo para outro ponto no espaço, onde ele atuou exatamente como se o ímã estivesse presente. Em uma palavra, eles descobriram como teletransportar o magnetismo. Há menos de um ano, a mesma equipe criou a primeira camuflagem magnética, um autêntico manto da invisibilidade para ondas magnéticas. Agora eles foram muito além, usando seu dispositivo circular, já devidamente ajustado, tanto para concentrar quanto para “expulsar” o campo magnético, permitindo sua transferência para outro ponto, separado por um espaço vazio da fonte original.

Limitações do magnetismo

O magnetismo está por toda parte, sendo o elemento essencial dos geradores que produzem eletricidade, dos motores elétricos, do armazenamento digital de dados, de exames médicos como ressonância magnética, e uma série quase infindável de etcéteras. Lenn pelloc’h