Atrasos de Jirau e Santo Antônio geram prejuízo de R$ 1 bilhão em maio

OBRAS USINAS RIO MADEIRAOs atrasos nas entregas de 18 unidades de geração de energia das usinas de Santo Antônio e Jirau, ambas no rio Madeira, em Rondônia, causaram um prejuízo próximo de R$ 1 bilhão às distribuidoras no mês de maio.

Caso a previsão para o início de operação dessas usinas se realize (em setembro), o prejuízo estimado será de R$ 5 bilhões.

As usinas estão deixando de entregar cerca de 1.300 megawatts por hora e, como possuem liminares que as isentam de honrar os compromissos comerciais, as distribuidoras de energia precisam comprar esse volume, equivalente a R$ 1 bilhão, no mercado de curto prazo para compensar o deficit. As duas hidrelétricas foram as principais responsáveis pelo rombo de R$ 1,9 bilhão, em maio, que as distribuidoras terão de arcar no mercado de curto prazo.
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Descoberta de petróleo em águas nordestinas faz que estados revejam suas posições sobre royalties

navio-petroleoApós liderarem a campanha pela distribuição igualitária dos royalties provenientes da exploração de petróleo e gás – posição que contraria os interesses dos maiores produtores, como Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo – os estados do Norte e Nordeste podem ter que rever agora a posição, com as descobertas de reservas significativas de petróleo e gás no litoral dessas regiões.

Um exemplo é o estado de Sergipe, onde a Petrobras já fez, desde o ano passado, anúncios de cinco importantes descobertas de petróleo leve em águas profundas a poucos quilômetros da costa de Aracaju. A notificação mais recente, feita à Agência Nacional do Petróleo (ANP), aconteceu em setembro, quando a Petrobras e dois parceiros indianos anunciaram terem comprovado indícios de reservas superiores a três bilhões de barris.

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Energia renovável pode crescer 47% no Brasil até 2050

thumb-99456090837-energia-eolica-resizedO Brasil tem potencial para chegar a 2050 com uma matriz energética com 66,5% de participação de fontes renováveis, como vento, sol e biomassa – presença 47% maior do que a observada hoje. A estimativa foi feita pela ONG ambiental Greenpeace, que divulgou ontem o relatório Revolução Energética.

A análise considera pela primeira vez o uso de energia como um todo, para os setores elétrico, de transportes e industrial. Se for isolada a matriz elétrica, a participação de renováveis, de acordo com o estudo, pode chegar a 92%.

Trabalhando com projeções de crescimento da economia e da população, o estudo calcula quanto deve ser a demanda de energia do País para daqui a 40 anos e a participação que cada tipo de fonte pode ter na matriz – com base no seu potencial, na sua viabilidade econômica e na forma como o mercado tem se movimentado, independentemente de ações do governo.

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