Mais prazo para Protocolo de Kyoto

cop18A 18ª Conferência das Partes (COP 18) da Organização das Nações Unidas terminou na noite de sábado, 8 de dezembro, em Doha, no Qatar, com o a renovação do compromisso do Protocolo de Kyoto. A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, destacou, em seu discurso de encerramento, que esse foi um resultado histórico. “O Protocolo de Kyoto é mais do que um documento, ele expressa a convicção de que a mudança climática exige uma ação multilateral, a abordagem baseada em regras. O Protocolo de Kyoto é o padrão de integridade ambiental”, afirmou a ministra. O Brasil exerceu importante papel para esse resultado e foi elogiado por vários países por seu desempenho nas negociações. Lenn pelloc’h

Acordo de Durban pode fazer pouco para esfriar planeta em aquecimento

O mundo deverá ficar mais quente, o nível do mar subirá, um clima intenso causará ainda mais destruição e o novo acordo firmado por governos em Durban para cortar as emissões de gases do efeito estufa fará pouco para diminuir esse dano

Dados climáticos de agências da ONU indicam que a acumulação de gases que absorvem calor aumentará a tais níveis nos próximos oito anos – antes que o regime recém-firmado de cortes nas emissões entre em vigor – que o planeta caminhará para mudanças ambientais permanentes.

Países de todo o mundo concordaram no domingo em criar um novo acordo para forçar todos os maiores poluidores pela primeira vez a limitarem suas emissões de gases do efeito estufa em 2020. Mas críticos dizem que o plano foi tímido demais para reduzir o aquecimento global. Lenn pelloc’h

A tendência da eficiência energética

Assunto: Revista O Setor Elétrico – 02.2010

Mundo – Reportagem da Revista O Setor Elétrico mostra como o mundo aposta na eficiência energética como ferramenta para reduzir emissões de dióxido de carbono

Mundo – O protocolo de Kyoto foi o início do estabelecimento de objetivos quantitativos e uma agenda relativa à redução das emissões de CO2 com compromissos claros dos governos. Muitos países atenderam a essas medidas e foram além, aceitando cumprir também as recomendações do Grupo Intergovernamental de Especialistas em Evolução do Clima (GIEEC) definidas na Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCC), a fim de estabilizar o nível de concentração de CO2. A União Europeia é um bom exemplo, visto que em março de 2007 fixou o objetivo de atingir o conhecido 3×20 até 2020. Trata-se de redução de 20% de emissão de CO2, melhoria de 20% na eficiência energética e obtenção de 20% de energia renovável. Alguns países europeus planejam um compromisso de até 50% para 2050, o que demonstra que o panorama e as políticas de eficiência energética estarão presentes durante um longo período de tempo.

Lenn pelloc’h

Pesquisa: China investiu mais nas energias verdes que os EUA

No ano passado, a China investiu pesadamente na fabricação de energia renovável como painéis solares e turbinas de vento, ultrapassando os Estados Unidos como o maior investidor nessas tecnologias, segundo um relatório divulgado sexta-feira pelo Instituto americano Pew. Os Estados Unidos ainda mantêm uma pequena liderança na capacidade total instalada, mas se a tendência atual continuar em 2010, a China deverá ultrapassar o país ainda neste ano.

Os pesquisadores do instituto calculam que no ano passado a China investiu cerca de R$ 62 bilhões em energias limpas, quase o dobro da cifra direcionada pelos Estados Unidos, onde os investimentos caíram em 40% de 2008 para 2009.

O Brasil ficou em quinto lugar na lista entre os países do G20, tendo investido aproximadamente R$ 13,2 bilhões, atrás apenas de China, EUA, Grã-Bretanha e Espanha. O crescimento mais espetacular ocorreu na Coreia do Sul, onde a capacidade instalada cresceu 250% nos últimos cinco anos.

Apesar da crise econômica, globalmente os investimentos no setor mais do que dobraram nos últimos cinco anos, indicou o Pew. “Mesmo em meio a uma recessão global, o mercado de energia limpa passou por um crescimento impressionante”, afirmou à BBC Phyllis Cuttino, diretora da campanha sobre mudanças climáticas da instituição. “Os países sabem que o investimento neste setor pode renovar suas bases manufatureiras e criar oportunidades de exportação, empregos e negócios.”

Lenn pelloc’h

Seminário discute oportunidades e desafios do mercado de carbono pós COP -15

Com a indefinição de um acordo global no Cop-15, realizado em dezembro de 2009, e com o primeiro período de compromisso do Protocolo de Kyoto marcado para expirar em 2012, são gerados diversos desafios, mas também oportunidades que devem ser aproveitadas. Para debater essas questões, envolvendo adaptação, mitigação, desenvolvimento tecnológico e mercado, será realizado o Seminário Internacional “Oportunidades e Desafios do Mercado de Carbono Pós COP-15 – Mercado Voluntário e Regulado”. O evento será realizado no próximo dia 24, em São Paulo.

O seminário contará com palestras do diretor executivo da CantorCO2e Brasil, Divaldo Rezende, que abordará uma visão atual sobre o mercado de carbono e discutirá perspectivas para o setor; de José Miguez, representante da Comissão Interministerial de Mudança Global do Clima, para falar sobre os resultados da COP-15 e o que se espera para a COP-16; e do consultor da União da Indústria de Cana de Açúcar, e pesquisador da Universidade de Campinas, Isaías Macedo, que palestrará sobre mudanças climáticas e redução de emissões do setor sucroalcooleiro.

Além desses, o diretor executivo da Coomex, José Manoel Biaggi Amorim, estará presente falando sobre a sinergia da bioeletricidade com créditos de carbono; Carlos Roberto Silvestrin, vice-presidente executivo da Associação da Indústria de Cogeração de Energia, apresentará o programa Bioeletricidade 2011-2020; e o presidente da Carbono Social Serviços Ambientais, Stefano Merlin, palestrará sobre mercado voluntário de carbono; entre outros.

Fonte:Canal Energia.