Aneel deve adiar pagamento de julho pelo uso das usinas termelétricas

 Medida vai evitar inadimplência, já que distribuidoras não têm recursos. Socorro às empresas já consumiu R$ 11,2 bilhões até junho.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) deve adiar para o final de julho o pagamento da nova parcela pelo uso mais intenso das termelétricas e pela compra, feita por distribuidoras, de energia no mercado à vista. A fatura, de R$ 1 bilhão, venceria na quarta-feira (9).

O assunto será votado em reunião extraordinária da agência na próxima quarta. Com o adiamento da data de vencimento, evita-se a inadimplência no setor. As distribuidoras alegam não ter dinheiro em caixa para cobrir esse custo e o governo ainda não decidiu se vai socorrê-las novamente e como isso será feito.

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Maior uso de eólicas pode criar dependência de térmicas

 Os esforços do Brasil para diversificar a produção de energia com maior uso de fontes renováveis, incluindo usinas eólicas, deve resultar na dependência mais frequente de térmicas de reserva, segundo a agência de classificação de risco Fitch.

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Segundo a entidade, o uso consistentemente alto de usinas de reserva poderia levar ao adiamento de grandes manutenções e ao aumento dos custos do ciclo de vida das usinas.

“Acreditamos que esse aumento de custo seria particularmente grave se a demanda por essa energia de reserva aumentar devido a uma seca prolongada ou outra interrupção de fornecimento”, disse a Fitch em relatório nesta sexta-feira.

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Empréstimo de R$ 11,2 bilhões para pagar térmicas acaba em junho

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Previsão inicial do governo era que valor duraria até dezembro. Novo empréstimo pode ser tomado; conta será paga pelos consumidores.

 

Previsto inicialmente para durar até dezembro, o empréstimo bancário de R$ 11,2 bilhões contratado a pedido do governo para pagar o uso mais intenso das térmicas e a compra, pelas distribuidoras, de energia no mercado à vista, será totalmente utilizado até junho.

A informação foi confirmada ao G1 pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), entidade escolhida pelo governo para intermediar a operação financeira. A regra que permitiu o empréstimo prevê a possibilidade de tomar empréstimo de valores adicionais caso os R$ 11,2 bilhões não fossem suficientes. Entretanto, ainda não há definição se isso será feito.
Esse empréstimo será repassado às contas de luz a partir de 2015. Portanto, será pago pelos consumidores brasileiros.

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Matriz seguirá precisando das térmicas, diz diretor do ONS

1380A oferta de energia eólica deve superar os 473MW em 2018, enquanto o crescimento da oferta da hidráulica deve chegar a 22,3 mil megawatts no mesmo período. Ainda assim, a nova matriz energética, que se configura em torno de fontes renováveis, vai precisar das térmicas convencionais para atender a demanda, equilibrar custos e dar segurança ao sistema. A avaliação é do diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermann Chipp.

“Vai ser uma maravilha mas, para garantir atendimento, tem que ter térmica. Essa matriz tem de ser modificada”, defendeu Chipp, ao participar do segundo dia de agenda da Semana de Infraestrutura (L.E.T.S.), evento da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

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Minas e Energia aposta no uso de térmicas e nuclear

“É possível que as fontes renováveis percam participação depois de 2030, porque não teremos mais hidrelétricas de grande porte para construir”, disse secretário

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Rio de Janeiro – A próxima década será marcada por uma virada no planejamento energético do Brasil, que passará a dar mais peso às usinas térmicas com o esgotamento das possibilidades de se construir hidrelétricas de grande porte.

A avaliação é do secretário de Planejamento e Desenvolvimento do Ministério de Minas e Energia, Altino Ventura, que abriu hoje (14) o 5º Seminário Internacional de Energia Nuclear, no Rio de Janeiro.

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Térmicas ligadas pressionam cobrança do ESS para nível recorde em 2012

2805O total acionamento do parque termelétrico brasileiro deve pressionar a arrecadação do Encargo de Serviços do Sistema (ESS) para um patamar recorde em 2012. O Jornal da Energia apurou que a cobrança pode chegar a R$2,74 bilhões, superando em 14,6% a arrecadação de 2008, de R$2,39 bilhões, quando o uso de térmicas também foi excepcional. O ESS pode ser 94,3% superior quando à comparação é feita com 2011 (R$1,41 bilhão). Lenn pelloc’h

Preço maior na produção não impede redução na conta de luz

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O secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann: ele garantiu que não falta combustível para abastecer as usinas termoelétricas.

Brasília – O secretário executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, disse hoje (8) que o custo pela utilização das usinas termoelétricas não vai comprometer a redução de 20% no preço da conta de luz. A produção da energia termoelétrica custa mais caro do que a gerada por hidrelétrica, mas não afeta o desconto previsto para começar a ser aplicado a partir de fevereiro. O preço menor é determinação da Medida Provisória 579.

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