Mercado se preocupa com possível racionamento de energia.

luzO mercado de energia elétrica já começa a se preocupar com a possibilidade de o Brasil passar por um racionamento de energia em 2013, segundo fontes do setor ouvidas pela Reuters. Ainda há dúvidas quanto a quais medidas o governo federal pode vir a tomar para equacionar um eventual descompasso entre a oferta e o consumo de energia. Tampouco há cálculos sobre qual seria a dimensão de uma potencial necessidade de redução do consumo de eletricidade.

Entre agentes do setor, que falaram sob condição de anonimato, pairam incertezas num cenário de reservatórios das hidrelétricas baixos, chuvas insuficientes para recompor os estoques e sistema de termelétricas – usado em momentos de estiagem – praticamente todo acionado.

“A chance de não ter racionamento é pequena, a situação está ultracrítica”, disse um executivo do mercado livre do setor elétrico que já considera essa possibilidade em suas projeções para o ano.

Lenn pelloc’h

Sem hidrelétricas, Minas Gerais planeja térmicas

Energia Térmica

O governo mineiro já estuda alternativas para tentar manter a atração de investimentos privados para o Estado diante da possibilidade da redução de oferta de energia por parte da CEMIG por causa da disputa com o governo federal.

A principal aposta é em termoelétricas a gás, que devem ser abastecidas com o insumo que se espera produzir com a exploração da bacia sedimentar do São Francisco, mas cuja capacidade das reservas ainda está sendo avaliada por meio de fraturamento de rochas. Lenn pelloc’h

‘Alguém tem que perder’ para custo da energia cair no país, diz Aneel

Diretor defende decisão de cortar a remuneração de concessionárias. Plano do governo prevê redução de 16,2% a 28% na conta de luz.

O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Nelson Hübner, disse nesta quarta-feira (14) que o governo não tem como reduzir a conta de luz no país “se alguém não perder.”

Hübner se refere às geradoras (usinas hidrelétricas e térmicas), transmissoras e distribuidoras cujas concessões vencem entre 2015 e 2017, alvo do plano de barateamento da energia do governo. Lenn pelloc’h

Pós-apagão, termelétricas vão responder por até 40% da energia consumida no NE

A partir de segunda-feira (29), as usinas termelétricas vão gerar até 40% da energia consumida no Nordeste, segundo anúncio feito pelo presidente da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf) , João Bosco de Almeida, no sábado (27). No apagão que deixou os nove estados nordestinos e mais algumas localidades brasileiras às escuras por até quatro horas, de quinta (25) para sexta-feira (26), 25% da energia consumida pelo Nordeste estavam sendo gerados por usinas termelétricas.

A falta de chuvas na bacia do São Francisco, onde ficam nove usinas da Chesf, fez com que o Operador Nacional do Sistema (ONS) determinasse que as 33 térmicas da Região estivessem prontas para a demanda estipulada. As condições dos reservatórios no final do período seco são alarmantes, como no caso da barragem de Sobradinho, na Bahia, que garante a produção de 90% da energia hidrelétrica consumida no Nordeste e está com apenas 24% de capacidade.

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Térmicas vão ganhar maior fatia na geração de energia

Um estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que a necessidade de aumentar a capacidade de geração de energia elétrica para sustentar um crescimento robusto da economia está empurrando o Brasil em direção a uma outra matriz energética. Conforme o levantamento, com a implementação dos projetos em construção e os licenciados nos últimos anos, a participação das térmicas deve passar dos atuais 25% para 31,4%.

Embora aí estejam incluídas usinas de biomassa, consideradas menos poluentes, a alta da participação das termelétricas na matriz é puxada pelas fontes de combustíveis fósseis, como óleo diesel e carvão mineral. Dentre os empreendimentos à base térmica, os movidos a carvão mineral, um dos mais poluentes, praticamente triplicarão sua participação.

egundo especialistas no tema, o avanço de fontes mais poluentes é inevitável.

— A quebra dessa proporção é muito difícil, porque o Brasil vai crescer muito. Mesmo que seja um crescimento de menos de 5%, ele exige uma expansão grande da quantidade de energia disponível e apenas as fontes alternativas renováveis não dão conta de suprir — afirma Gesmar Rosa dos Santos, técnico de planejamento e pesquisa do Ipea.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

Fonte: CLIC RBS

Cemig inicia venda de energia produzida a partir do lixo

Planta de energia limpa gera 2.800MWh por mês

A Cemig já está comercializando a energia gerada por meio do biogás, produzido pela decomposição do lixo e composto por metano (CH4) e gás carbônico (CO2). O contrato de compra de energia elétrica incentivada – fonte alternativa – foi firmado com o Consórcio Horizonte Asja, grupo italiano líder em seu país na produção de energia através de fontes renováveis.

Desde novembro passado, início da operação, a planta de produção de energia alternativa está gerando em média 2.800 MWh por mês. Conforme contrato, a Cemig receberá anualmente, entre 2011 e 2014, 4,9 MW médios, energia suficiente para abastecer, por exemplo, todo o município mineiro de Diamantina nesse mesmo período.

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Governo descarta risco de apagão elétrico para próximos 10 anos

Para presidente da EPE, Brasil se encontra em posição privilegiada na geração de energia

Para Tolmasquim, o interesse de investidores por novos empreendimentos permite que o país seja mais rigoroso no acompanhamento de projetos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O risco de apagão no Brasil já é um problema distante. É dessa forma que o presidente da EPE (Empresa de Pesquisa Elétrica), Maurício Tolmasquim, definiu a situação da geração e da distribuição de energia no país para os próximos dez anos.

Ao participar do lançamento do Plano Decenal de Energia (projeto do governo que traça as perspectivas para o setor em dez anos) para o período entre 2011 e 2020, ele afirmou o Brasil se encontra em uma posição privilegiada, com segurança na oferta de energia e investidores interessados nesse mercado.

– Vivemos uma situação muito diferente do passado.

O atual interesse de investidores por novos empreendimentos elétricos já permite que o país adote um rigor maior no acompanhamento de projetos, disse Tolmasquim.

Ele citou o caso das usinas térmicas do Grupo Bertin, que corre risco de ter sua concessão cassada já que o cronograma de construção das produtoras está atrasado. Lenn pelloc’h